Educação alimentar nas férias

Aproveite o recesso escolar para cuidar da alimentação das crianças

Educação alimentar nas férias

O momento em que as crianças mais aproveitam para curtir e relaxar é durante as férias escolares. Porém, é justamente nesse tempo livre que elas extrapolam na alimentação: atacam a geladeira e vasculham os armários da cozinha à procura de um petisco ou uma guloseima para saborear.

O problema maior está no retorno às aulas. Por causa dos excessos de lanchinhos, consumos de produtos industrializados e idas aos fast food com os amiguinhos, as gorduras localizadas aparecem e os botões e zíper das roupas já não fecham mais.

Para evitar que isso aconteça, a nutricionista Karine Durães, especialista em Pediatria, afirma que o recesso escolar é um bom momento para colocar em prática a reeducação alimentar.

"Manter horários para os lanches das crianças, oferecer sempre frutas frescas e alimentos variados é uma maneira de garantir que os pequenos mantenham uma rotina nutricional adequada."

Como são os pais que normalmente fazem as compras no supermercado, precisam atentar aos alimentos que colocam no carrinho e optar por aqueles que são benéficos à saúde. "Quem passa o dia fora trabalhando deve deixar alimentos frescos e saborosos disponíveis para incentivar a alimentação saudável", aconselha a nutricionista.

Além disso, a maneira correta de fiscalizar a alimentação infantil é dando o exemplo primeiro. "Prepare alimentos variados e saudáveis. Não dê acesso a alimentos ricos em sódio, açúcar e gordura trans. Mas imponha os limites com carinho", recomenda Karine. "Incentive e se envolva com o tratamento do seu filho e realize uma atividade física junto", complementa.

Contudo, o pequeno não deve sofrer uma mudança radical nos costumes alimentares. "Educação nutricional se faz por partes. Por isso, é melhor ir com calma, mudando um hábito de cada vez", orienta a especialista.

Se a criança sentir desejo de degustar algum petisco, os pais podem servir, desde que seja em momentos pré-estabelecidos (quando e como vai comer). "Nunca sirva como prêmio por algum comportamento", completa.

Vale ressaltar que os familiares não precisam focar na perda de peso dos filhos, mas sim nos hábitos salutares. Logo, quando a criança preferir comer uma fruta ao invés de um pacote de salgadinho deve ser elogiado. "A perda de peso é uma consequência da atitude", assegura Durães.

Assim como alguns adultos, muitas crianças não gostam de beber água. Assim, a nutricionista descreve que uma opção é servir as águas aromatizadas ou com pedaços de melancia, morangos e hortelã.

A ingestão de água na quantidade adequada é fundamental para esse processo de emagrecimento das crianças, além de aumentar a qualidade de vida e limitar o consumo de refrigerantes e sucos industrializados. "O consumo de bebidas açucaradas pode ser um facilitador do desenvolvimento da obesidade infantil", informa a nutricionista.

Lembre-se: uma criança obesa pode se tornar um adulto obeso! "A probabilidade é muito grande, pois é na infância que formamos nossos hábitos alimentares. Com a alimentação inadequada e a falta de atividades físicas na infância, ela pode carregar estes hábitos para a vida adulta", finaliza Karine Durães.

Por Stefane Braga (MBPress)

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