Entenda os estágios do Alzheimer

A doença se classifica nas fases leve, moderado e grave

Entenda os estágios do Alzheimer

Um organismo sempre age diferente do outro, ainda que sejam irmãos gêmeos. E na doença a singularidade também aparece, embora a medicina considere diversos sintomas semelhantes. Quem tem Alzheimer ou convive com um paciente nessa condição sabe a dificuldade que é, muitas vezes, de ser reconhecido ou manter uma conversa natural.

A medicina não sabe ao certo o que realmente causa o Alzheimer. O que se sabe, na verdade, é uma demência neurodegenerativa do cérebro que se instala em pessoas de idade. E que a doença se classifica em três estágios: leve, moderado e grave.

Estudos mostram que a duração de cada estágio é extremamente variável. Em média, o primeiro estágio tem duração de 2 a 10 anos; o segundo, de 1 a 3 anos; e o terceiro, de 8 a 12 anos.

Em alguns casos os sintomas evoluem lentamente possibilitando a manutenção de níveis funcionais razoáveis por muitos anos. Em outros, a deterioração é mais rápida, mas ocorre em velocidade constante. A doença ainda pode evoluir em surtos de piora, seguida de fases de estabilidade que chegam a durar um ano ou mais.

O Alzheimer ainda não tem cura e o tratamento medicamentoso tem eficácia documentada e variam a cada paciente. O objetivo é retardar a evolução da doença e a perda das funções intelectuais.

Calcula-se que de 10% a 15% das que atingem 65 anos já apresentem sinais da enfermidade. A prevalência cresce 3% ao ano, até atingir quase 50% das que chegam aos 85 anos. Os médicos recomendam o acompanhamento da família em todas as fases da doença.

Para você entender melhor o que acontece em cada etapa da doença, nós listamos as principais características da doença e como reage o paciente.

1 - Pré-clínico: silencioso; sem perda cognitiva observável;

2 - Transtorno cognitivo leve: primeiras evidências de perda cognitiva;

3 - Forma leve: esquecimentos; familiares e amigos notam o problema;

4 - Forma moderada: confusão mental; agitação; ansiedade; apatia;

5 - Forma moderadamente grave: não consegue lidar com afazeres pessoais; desorientação no tempo e espaço; dependência;

6 - Forma grave: necessita de cuidados em tempo integral; incontinência urinária e fecal; delírios; obsessões; freqüentemente requer internação;

7 - Forma muito grave: perda da fala; incapacidade de locomoção; perda da consciência.

Natália Farah


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