Estudos mostram que 90% das grávidas epiléticas têm gestação e filhos saudáveis

A gravidez deve ser planejada e vigiada a fim de minimizar os riscos para a mãe e o bebê

Grávidas epiléticas

A medicina garante o sonho de mulheres com epilepsia e que desejam ser mães, embora alerte alguns cuidados durante a gestação. Estudos mostram que 90% das epiléticas têm gestação saudável e os bebês nascem sem problemas.

Os médicos afirmam que o fato de pai ou mãe serem portadores de epilepsia não aumenta o risco de o filho nascer com a doença cerebral, que apesar de crônica tem tratamento.

A gravidez, nessa população, deve ser planejada e vigiada a fim de minimizar os riscos e complicações para a mãe e o bebê. A Associação Brasileira de Epilepsia informa que, muitas vezes, o aumento de peso, a menor absorção dos medicamentos e os vômitos decorrentes nessa fase poderão diminuir a ação dos medicamentos antiepilépticos, podendo levar ao aumento da frequência de crises. O que pode causar descolamento da placenta e sangramentos.

Ácido fólico

Além disso, as grávidas devem tomar ácido fólico três meses antes e três meses depois de engravidar e conversar com o médico para, se possível, tomar medicamentos que controlem a doença.

O neurocirurgião, colaborador do Departamento de Neurocirurgia da Universidade de Saint Louis (Missouri- EUA) e introdutor e pioneiro da neurocirurgia robótica no Brasil, Paulo Porto de Melo, diz que o mais recomendável nesse caso é manter a medicação de controle e ficar de olho na otimização da dose. "Jamais interrompa a medicação ao saber que está grávida. O risco ao bebê será maior com as crises do que com o uso do remédio, seja ele qual for", sugere o especialista.

Natália Farah


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