Evite que a intoxicação alimentar atrapalhe seu verão

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Nesta época do ano, o índice de intoxicação alimentar aumenta consideravelmente no Brasil. Isso porque os alimentos tendem a perder a validade com mais facilidade no calor. "A higienização, o armazenamento, o corte e o pré-preparo dos alimentos são fundamentais para evitar esse tipo de problema", explica Anna Christina Castilho, nutricionista e personal diet de São Paulo.

Tal infecção, provocada pela ingestão de comida estragada, está entre as principais causas de internação hospitalar em todo o mundo. Além disso, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças transmitidas por alimentos provocam cerca de 1,5 bilhão de casos de diarréia, um dos sintomas da intoxicação alimentar. Os demais são mal-estar, dores de estômago, vômito e até febre.

Saladas de maionese, frutos do mar, verduras cruas e outros alimentos crus, que geralmente fazem parte do cardápio dos brasileiros, precisam ser preparados e refrigerados adequadamente. A falta de refrigeração da comida pode aumentar o risco de contaminação.

Em casos de intoxicação alimentar, o paciente deve procurar um médico, pois a contaminação pode levar à morte se não for devidamente tratada. As pessoas infectadas também são aconselhadas a hidratar o organismo. "As bebidas isotônicas e a água de coco são ótimos repositores de nutrientes. Elas são ricas em sódio e potássio", afirma a nutricionista Anna Christina.

Ainda segundo a especialista, as crianças não têm o sistema imunológico totalmente fortalecido. Por isso, são mais propícias a esse tipo de doença e merecem atenção especial. Mãe de Giovanna, de 6 anos, a advogada Patricia Fisher segue à risca os cuidados com os alimentos da filha para não ter problemas. "Nesta época do ano, vou ao supermercado todos os dias para ver o que está bom para consumo. Também não costumo guardar alimentos do dia anterior. Na praia, evito sorvetes de marcas desconhecidas e verifico bem o lacre das bebidas", afirma ela.

"As pessoas devem evitar alimentos vendidos na praia e os que não sabem a origem, como camarão frito, queijo coalho, pastéis, etc. Beber muita água é fundamental para manter o corpo hidratado", acrescenta Anna Christina.

Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), os cuidados com os alimentos começam na seleção feita nos supermercados até a forma como eles são servidos. Na hora da compra, não basta conferir o prazo de validade. Os registros, tanto no Ministério da Agricultura (no caso dos alimentos de origem animal e bebidas) como no Ministério da Saúde (alimentos especiais, como os funcionais e os diets), também devem ser observados. Além disso, é importante checar a temperatura de armazenagem e manter distância de latas amassadas e produtos industrializados.

Em casa, a geladeira nunca deve estar lotada, pois isso impede a circulação do ar entre os alimentos. Para evitar o contato com bactérias externas, os produtos precisam ser mantidos bem embalados ou tampados.

Depois dos excessos nas festas de fim de ano, a nutricionista Anna Christina Castilho sugere um cardápio desintoxicante; "Frutas com aveia, chás de ervas (sem cafeína), iogurtes desnatados, hortaliças cruas, proteína magra, como frango e peixe grelhados, e alimentos integrais são os mais indicados para garantir o bem-estar nesta estação", finaliza.

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