Frutosemia

frutosemia

A Frutosemia é uma doença pouco conhecida por atingir uma pequena parcela da população. Segundo a Dra.Gilda Porta, pediatra especialista em doenças do fígado, é uma intolerância hereditária à frutose, açúcar encontrado nas frutas.

"A doença é causada pela ausência de uma enzima no fígado. Quando uma pessoa ingere uma fruta, por exemplo, não é possível metabolizar a frutose, fazendo com que o açúcar não se converta em glicose", explica a pediatra.

Dra. Gilda afirma que a falta de cuidado dos portadores de Frutosemia pode causar hipoglicemia, o aumento ou alguma lesão no fígado e até mesmo a morte. Outra característica importante de quem tem esta doença é a baixa estatura, evidenciada pela falta de algumas vitaminas em seu organismo durante o crescimento.

"Não é tão difícil descobrir a Frutosemia, mas seus sintomas estão presentes em diversas outras doenças. Uma pessoa que possui esta intolerância não pode comer absolutamente nada com açúcar, porque vomita. O corpo não aceita nenhum desses alimentos e, por isso, é possível saber que existe algo de errado", afirma a pediatra.

De acordo com a nutricionista Brenda Rangel, existe um tratamento para esta alteração metabólica que melhora as condições de vida e ressalta: "A pessoa exclui a frutose e a sacarose de sua dieta, que estão presentes em doces, pães e todos os produtos com adição de açúcar. Este procedimento deve ser mantido durante toda a vida. A alimentação deve ainda ser suplementada com vitamina C, a fim de evitar outras complicações causadas pela falta da ingestão de frutas."

Brenda explica que, na alimentação, o portador da doença hereditária fica proibido de comer todas as fórmulas infantis com sacarose ou frutose, frutas, com exceção do limão e do abacate, qualquer tipo de produto preparado com açúcar, incluindo as carnes processadas, mel e todos os seus derivados, além de todos os medicamentos com adição de açúcar em sua composição.

"Leite materno, todas as fórmulas infantis livres de sacarose ou frutose, carne, aves, peixe, ovos, os produtos lácteos sem adição de açúcar são todos permitidos. Também é possível consumir gelatina, chá, café e vegetais como a escarola, alface, espinafre e aipo", enumera a nutricionista. Os alimentos como brócolis, couve-flor, rabanete, pimentão verde, pepino, creme de arroz, creme de milho, farinha de aveia e farelo de trigo também são liberados, mas apenas duas vezes por semana.

"Depois de diagnosticada a doença, por se tratar de uma dieta com muitas particularidades, é de extrema importância que o paciente faça, em conjunto, um acompanhamento médico e nutricional e, no caso de dúvidas, é muito importante procurar um profissional para auxiliá-lo", finaliza Brenda.

Por Carolina Pain (MBPress)

Comente

Últimas