Glaucoma: prevenção deve começar ainda na infância

Só no Brasil estima-se que um milhão de pessoas tenham a doença

Glaucoma prevenção deve começar ainda na infância

Um levantamento realizado pela Universidade (Unicamp) em parceria com integrantes da Universidade Norte-americana Thomas Jefferson apontou que os pacientes que têm glaucoma pouco sabem sobre a doença. No Brasil, 54% de um universo de 100 pessoas não sabiam responder o que era o glaucoma.

A doença é difícil de ser diagnosticada porque é silenciosa, indolor, tem características genéticas, ou seja, alguém na família tem, e em 80% dos casos não apresenta sintomas no estágio inicial.

Por isso o acompanhamento de um médico, ainda na infância, deve ser contínuo para que a doença seja controlada e não se agrave, levando o paciente à perda da visão. As consultas com oftalmologistas devem ser mais frequentes a partir dos 40 anos e acima dos 60 é primordial.

Já as pessoas com histórico familiar de glaucoma, que têm miopia elevada, já sofreram alguma lesão ocular grave, possuem origem africana, diabéticos ou que tomam medicamentos ansiolíticos, tranquilizantes, corticoesteroides têm predisposição em desenvolver o glaucoma.

Embora a doença ainda não tenha cura, especialistas garantem que com o tratamento adequado é possível reduzir bastante os riscos de gravidade e até cegueira.

A doença é causada principalmente pela elevação da pressão intraocular que provoca lesões no nervo ótico e, como consequência, compromete a visão e pode levar à cegueira, consegue ser controlada. De acordo com a Associação Brasileira dos Amigos, Familiares e Portadores do Glaucoma, no Brasil, estima-se que 1 milhão de pessoas tenham a doença.


Por Natália Farah

Comente

Últimas