Gripe suína: quatro casos confirmados no Brasil

Gripe suína quatro casos confirmados no Brasil

Depois da confirmação dos quatro casos de gripe suína ou gripe influenza A (H1N1), o Ministério da Saúde ressaltou que o país está preparado caso ocorra mais infectados ou mesmo uma pandemia.

Conforme comunicado do órgão, uma pandemia acontece quando surge um novo vírus, contra o qual a população não está imunizada - não há vacina pronta, nem o corpo das pessoas conhece o vírus. Dessa forma, há muitas pessoas atingidas, o que resulta em uma epidemia que se espalha em diversos países, principalmente nos tempo de hoje, com mais pessoas circulando entre as fronteiras.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divide seus países membros em seis regiões: África, Américas, Sudeste Asiático, Europa, Mediterrâneo Oriental e Pacífico Ocidental. Além disso, possui fases de alerta para pandemia, em uma escala de 1 a 6.

O alerta 5 da OMS, fase em que nos encontramos no momento, é quando existe a transmissão sustentada do vírus, de homem para homem, em pelo menos dois países de uma dessas regiões. O organismo internacional eleva o nível de alerta para a fase 6 quando há uma transmissão sustentada do vírus, de homem para homem, em pelo menos duas dessas regiões.

Segundo o Ministério da Saúde, já existe um estoque estratégico para tratamento de casos de influenza A (H1N1). Para uso imediato, há 6.250 tratamentos adultos e 6.250 pediátricos, que estão sendo enviados aos estados de acordo com a necessidade. Além disso, o governo brasileiro possui, acondicionada em tonéis, matéria-prima para nove milhões de tratamentos.


O medicamento usado é o Fosfato de Oseltamivir, liberado apenas por recomendação médica. Vale lembrar que ele apenas fará efeito se tomado até 48 horas a partir do início dos sintomas, e principalmente, nunca tome este medicamento sem prescrição médica. Existem riscos de se mascarar os sintomas, retardar o diagnóstico e até causar resistência ao vírus.

Renato Grinbaum, infectologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo, afirma que a gripe suína é mais grave que as outras porque danifica a traquéia e os brônquios do paciente, podendo evoluir para uma pneumonia e para outras infecções bacterianas, elevando os riscos de morte.

O especialista alerta ainda que o risco de mortalidade da gripe comum é de 0,5% a 1%. "Já os vírus novos e mais agressivos como este, podem elevar os riscos, de 1% a 5%. O importante é saber que nos vírus comuns da gripe, as pessoas que mais apresentam complicações são aquelas com mais de 60 anos, pacientes com doenças renais, cardíacas e pulmonares. Os vírus mais agressivos como o da gripe suína, levam complicações a todas as idades, mesmo quando não há doença de base", completa.

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