Hipertensão infantil já atinge 5 milhões no Brasil

A pressão alta, antes exclusiva dos adultos, tem se tornado assunto de criança

Hipertensão infantil

Estudos recentes mostram que a hipertensão infantil cresce a passos largos. A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) mostra em números que, só no Brasil, a doença atinge 6% das crianças e adolescentes, o que corresponde a uma média de 5 milhões de menores de 18 anos. Já o órgão americano registrou aumento de 27% de casos nos últimos 12 anos.

As razões para a pressão fora do normal são basicamente fator hereditário, de pai para filho, alimentação rica em sódio, fast food, obesidade e sedentarismo. Assim como nos adultos, a hipertensão, quando não tratada, caminha para sérios problemas de saúde. Nos pequenos, os rins podem ser afetados. E como esse órgão é o principal responsável por filtrar todo o sangue do corpo, absorvendo o que é bom e descartando o que é ruim na urina, a pressão alta destrói todo o mecanismo.

Quando chega a esse ponto crítico, eles se tornam dependentes da diálise, aparelho que substitui a função dos rins, até que tenham a oportunidade de fazer um transplante. Em casos raros, a alteração provoca doenças graves que só apareceriam na vida adulta, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Como reverter?

Prevenir é a palavra-chave para qualquer risco de doença. Como nessa fase da vida o organismo se adapta muito mais rápido a mudanças, alterar alguns hábitos no dia a dia não só minimizam, mas eliminam o problema.

Antes de tudo, os médicos recomendam que a pressão da criança seja aferida a partir dos 3 anos de idade. O cardiologista Eduardo Mesquita de Oliveira, do Hospital Israelita Albert Einstein, alerta para o uso do aparelho adequado no público infantil e a variação normal da pressão em cada criança, conforme idade, peso e altura. "Existem tabelas que definem se o valor medido está dentro do padrão da normalidade", explica.

Por se tratar de uma doença silenciosa e assintomática, ou seja, não tem sintomas, os pais precisam ficar de olho na alimentação dos filhos e nos hábitos diários. Incluir na dieta verduras, legumes e frutas, evitar doces, refrigerantes e alimentos com muita gordura em excesso são fundamentais. Além de investir em atividades físicas, uma vez que a fase da infância e adolescência é excelente para os pequenos pegarem gosto pelo esporte.

Natália Farah


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