Hogewey Village: conheça a minicidade para pacientes com Alzheimer

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Por lá, uma enfermeira vira cabeleireira e o médico psiquiatra trabalha de garçom com naturalidade

Hogewey Village conheça a minicidade para paciente

Há pelo menos um lugar no mundo em que os pacientes com Alzheimer são tratados como se não tivessem a doença. Trata-se do Hogewey Village, na Holanda, espécie de cidadezinha construída para especialmente para eles.

São 23 casas em toda a vila, divididas por 140 internos e 30 profissionais. Ali tem tudo. Salão de beleza, restaurante, café, clube cultural e mercado. O mais curioso são os atendentes desses lugares, onde uma enfermeira rapidamente vira cabeleireira, a assistente social passa a ser dona de banca, em segundos, e um médico psiquiatra é garçom com naturalidade.

"Aqui os doentes têm uma vida normal dentro do mundo criado pela mente deles. E nós procuramos respeitar a individualidade de cada um. Todos, ao seu modo, são felizes", conta a diretora da clínica, espécie de prefeita da minicidade.

A diretora explica que na Holanda o estado tem a obrigação de tratar de qualquer doente. Tanto que a vila foi construída pelo governo local e se sustenta de doações de outras pessoas, entidades e contribuições das famílias dos doentes.

Segundo a diretora da clínica, antes da edificação, o local mais parecia um hospício psiquiátrico com aquele cheiro de hospital. Ela ressalta que os pacientes não ficam curados, até porque a ciência ainda não descobriu a cura do Alzheimer. Mas a verdade é que, até aos últimos momentos de suas vidas, eles não perderão o prazer de uma vida digna.

No Brasil, há 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos e 6% desses com mal de Alzheimer, segundo dados da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz). A doença neuro-degenerativa provoca o declínio das funções intelectuais reduzindo as capacidades de trabalho e social e interferindo no comportamento e na personalidade.

De início, o paciente começa a perder sua memória mais recente. A pessoa fica cada vez mais dependente da ajuda dos outros, até mesmo para rotinas básicas, como a higiene pessoal e a alimentação.

Por Natália Farah


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