Índice de obesidade é maior entre as mulheres

Índice de obesidade é maior entre as mulheres

Na última década, a incidência da obesidade sobre os brasileiros aumentou muito, atingindo cerca de 11% da população. Entre as mulheres esse problema é ainda maior. Por ano, o número de obesas aumenta em até 0,36%.

"A média é de duas mulheres para cada homem", observa o cirurgião bariátrico Alcides Branco, que é detentor da maior casuística de videolaparoscopia bariátrica, com mais de 1000 cirurgias realizadas - ele é o pioneiro nas cirurgias de obesidade utilizando o vídeo. Branco confirma os dados em seu consultório, onde constata que elas são mesmo a maioria.

Mas, o que motiva as mulheres a passarem por um processo cirúrgico para reduzir o peso, como a cirurgia bariátrica, é a aceitação social e também a auto-aceitação. "A cirurgia tem como principal objetivo o incremento da saúde, mas o resultado também melhora a auto-estima", afirma o cirurgião. "Existem ainda alguns outros fatores que devem ser analisados antes, durante e depois da cirurgia, tais como os aspectos nutricionais e psicológicos"

Mulheres que são casadas, já tiveram filhos e têm entre 25 e 45 anos são as que mais procuram a cirurgia. Alcides lembra, entretanto, que não basta estar um pouco acima do peso para passar pelo processo cirúrgico.

"Há um grande número de pessoas que procura a cirurgia tendo como objetivo a estética, deixando de preencher os requisitos indicadores do procedimento cirúrgico. Esses pacientes são encaminhados para tratamentos específicos que não obrigatoriamente a cirurgia". Nesses casos, o acompanhamento psicológico ou nutricional resolve o problema.

A nutricionista de Cyber Diet, Milena Lima destaca que a cirurgia para redução de estômago deve ser realizada quando outros métodos de tentativa de redução de peso foram frustados, como dieta hipocalórica e exercícios físicos regulares. "A indicação ainda requer que o paciente esteja com uma obesidade mórbida, onde seu IMC seja igual ou maior a 40kg/m²".

Milena ainda lembra que a prevenção é o melhor meio de combater a obesidade. "Além de uma alimentação onde a ingestão alimentar seja inferior à necessidade calórica do paciente, promovendo um balanço energético negativo, deve haver uma mudança em hábitos alimentares inadequados, onde haja um maior consumo de frutas e hortaliças e menor consumo de alimentos ricos em gordura saturada e açúcar. A atividade física deve ser incentivada por aumentar o gasto energético e favorecer a redução de peso, além de proporcionar outros benefícios", conclui.

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