Infarto em mulheres e estresse no trabalho

Boa alimentação e exercícios físicos são a saída

Infarto em mulheres e estresse no trabalho

Em cerca de 20 anos, o número de mortes em decorrência de doenças cardíacas entre mulheres deve ultrapassar o de homens. De acordo com uma pesquisa feita pelo Hospital do Coração (HCor) de São Paulo, as mulheres representam 30% do número total de casos de infarto, situação inédita no país. Os motivos desse agravante? Dietas desequilibradas, estresse no trabalho, depressão e tabagismo.

O cardiologista do Itu Garden SPA, Dr. Caio Gaiane, faz um alerta: "O crescimento do número de casos de mulheres que desenvolvem o infarto é preocupante, sendo observado também em jovens entre 20 e 40 anos e em sua grande maioria é decorrente do estresse e sedentarismo".

Ao contrário dos homens, os sintomas de infarto nas mulheres são mais difíceis de detectar. Isso porque além da dor típica no peito e falta de ar, elas podem apresentar náuseas, dor abdominal e mal estar, confundindo o médico na hora do diagnóstico e de um tratamento rápido.

Segundo Dr. Gaiane, a solução nesse caso é investir em exercícios físicos e controlar a alimentação.

"Além de evitar o cigarro, é fundamental realizar avaliações médicas periódicas desde a infância para a prevenção da doença. O controle da alimentação, aumentando o consumo de frutas, legumes e verduras, melhora a saúde e ajuda a controlar o peso. E, claro, não podemos nos esquecer dos exercícios", conclui o especialista.

A indicação do médico é que a mulher faça uma caminhada diária de pelo menos uma hora: "É uma ótima opção, pois ajuda no condicionamento físico, na queima das calorias, na redução da pressão arterial e do nível de glicose e colesterol no sangue, diminuindo assim o risco de um futuro infarto do miocárdio".


Alessandra Vespa (MBPress)

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