Intestino preso atinge mais mulheres que homens

Pesquisas indicam que em cada 5 mulheres 3 têm a chamada prisão de ventre

Intestino preso atinge mais mulheres que homens

Cerca de 30 milhões de brasileiros sofrem com a constipação intestinal, o intestino preso, sendo a maioria (75%) mulheres. A cada cinco, três têm o problema. A dificuldade de ir ao banheiro, o excesso de gases e as dores abdominais lideram as queixas desse público. Especialistas afirmam que existem diversos fatores para a superioridade feminina nesse quesito. E um deles, pasmem, é cultural.

Desde sempre, elas foram ensinadas a não evacuar ou liberar os gases em qualquer lugar e acabam desenvolvendo a síndrome da obstrução de saída. Quando a pessoa não vai ao banheiro quando sente vontade o bolo fecal perde água, endurece e fica mais difícil de ser eliminado.

Inclui-se na lista a oscilação dos hormônios, especialmente no ciclo menstrual. Nesse período há absorção de líquidos, que interferem no funcionamento do intestino, ora ficando preso, ora solto. A ingestão de anticoncepcionais também altera a flora intestinal.

Outro fator que merece destaque relaciona-se a ansiedade. Comer muito rápido e engolindo ar, somados ao estresse do dia a dia e a impaciência de ir ao banheiro desencadeiam uma série de ações contrárias ao funcionamento do corpo, e o intestino é um dos mais afetados.

A frequência reduzida a esse cômodo não significa que as mulheres, no caso, têm intestino preso. Ainda segundo especialistas, consideram-se com prisão de ventre quem vai ao banheiro menos de três vezes por semana.

Outra boa referência para identificar se há ou não a constipação é o tipo de fezes, que normalmente precisam ser pastosas, não fragmentadas e umedecidas. Se apresentarem esse aspecto, mesmo que a evacuação ocorra de três em três dias, a pessoa não deve se preocupar. O acompanhamento médico, nesses casos, é essencial.


Por Natália Farah

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