Inverno: atenção redobrada nas crises respiratórias

Quem sofre de asma deve evitar lugares muito fechados e praticar exercícios físicos

Inverno atenção redobrada nas crises respiratórias

A chegada do inverno sempre reforçam as discussões sobre doenças respiratórias, que são mais comuns e se agravam nesta época do ano, justamente pela permanência prolongada das pessoas em ambientes fechados. Uma delas é a asma, enfermidade inflamatória crônica das vias aéreas que acomete crianças e adultos, de ambos os sexos, em todo o mundo.

Os sintomas incluem tosse, falta de ar, chiado e aperto no peito, que geralmente pioram à noite. Quando ocorre uma crise de asma, os brônquios, tubos que levam o ar para os pulmões, reduzem de diâmetro e dificultam a respiração. Gripes e resfriados costumam ser mais graves em pessoas quem têm crise asmática.

Na maioria dos casos a asma manifesta-se ainda na infância e como fator genético. Mas pode ser desencadeada pelo pólen das flores, mofo, poluição, infecções virais (gripes e resfriados), ar frio e seco, alteração climática, perfume, produtos de limpeza, poeira, ciclo menstrual, cigarro, pelos de animais, produtos químicos e até mesmo estresse.

Mais qualidade de vida

Após avaliações médicas, o asmático pode e deve procurar alternativas para manter uma qualidade de vida. Especialistas recomendam o paciente, por exemplo, parar de fumar ou evitar ficar perto de quem fuma, evitar mudanças bruscas de temperatura, tomar bastante líquido, usar umidificadores de ar apenas quando a umidade do ar estive muito baixa e praticar exercícios físicos, com moderação.

"A atividade física não é contraindicada, ao contrário. Alguns exercícios, especialmente os de alta intensidade e em ambiente frio e seco, podem desencadear crises, particularmente em pacientes com a doença não controlada. Por este motivo, todo portador de doença respiratória crônica deve consultar um pneumologista antes de iniciar qualquer prática esportiva", alerta o médico Marcos Carvalho Borges, responsável pela Comissão de Asma da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT) e professor na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP.


Por Natália Farah

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