Irmãos de portadores de TDAH

Veja como os pais devem agir

Irmãos de portadores de TDAH

Na atualidade, psicólogos, psiquiatras e psicopedagogos aceitam o sentimento de ciúmes como algo natural entre filhos dos mesmos pais e notificam os excessos fora do comum.

A questão se agrava quando uma dessas crianças é identificada com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), um distúrbio que atinge 5% das crianças e que tem entre as principais características desatenção, hiperatividade e impulsividade.

Como os sintomas exigem atenção redobrada dos pais, provavelmente o irmão vai se sentir ignorado, excluído e não amado pelos pais. A diferença de tratamento acarreta perda de benefícios ou discriminação, o que aumenta ainda mais os sentimentos negativos.

Identificar o TDAH nem sempre é tarefa fácil porque pode ser confundido com outros tipos de transtornos. Para ilustrar essas informações, estudos com gêmeos presumiram haver uma influência genética no aparecimento do transtorno. O dado foi apresentado pela nutricionista Fernanda Serpa em um dos seus artigos no site Nutconsult. No texto, ela escreve que "em comparação com a população geral, irmãos de crianças com TDAH têm o dobro de risco de serem afetados pelo distúrbio".

O artigo também apresenta pesquisas que indicaram que mães alcoólatras têm mais chance de terem filhos com problemas de hiperatividade e desatenção. E outras possíveis causas de TDAH incluem problemas durante a gravidez ou no parto, exposição a determinadas substâncias (chumbo) e fatores alimentares.

Se você está nessa situação, nada de sair por ai dizendo que seu filho com TDAH não tem jeito. Para manter o equilíbrio familiar, a obrigação dos pais nessa hora é conversar com os irmãos do portador de TDAH a fim de explicar a patologia, os cuidados que exige e o apoio que a família vai precisar dispor ao paciente.

Nem sempre é fácil, adiantam os especialistas. Isso porque os irmãos da criança que sofre de TDAH tendem a crescer cansados por ter que conviver com o comportamento instável do irmão.

E como muitas vezes os pais demoram a entender e aceitar que o filho tem um distúrbio é no ambiente escolar que a grande maioria dos pais toma conhecimento que o comportamento impulsivo e desatento do filho não é apenas característica da idade, sendo necessários atenção e tratamento.

Pesquisam já comprovaram que de 3% a 6% das crianças em idade escolar apresentam o TDAH. Para se ter uma ideia, o número de crianças com déficit de atenção nos Estados Unidos triplicou nos últimos 25 anos, chegando a 2,84 milhões. Na França, uma a cada 400 crianças usam medicamentos contra a hiperatividade.

Com relação aos pais, a problemática pode ser ainda maior. Isso porque podem apresentar um comportamento constante de atribuição da culpa pelo mal comportamento da criança um ao outro, o que muitas vezes acaba por culminar até na separação do casal.

Por essa razão se faz necessário a busca pela informação, pelo diagnóstico e pela orientação de como lidar com essa situação. Pais orientados e bem informados costumam contribuir muito para o tratamento e a minimização principalmente dos sintomas secundários ao transtorno.


Por Natália Farah

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