Manual Memória, Arte e Sucata

O manual é uma ferramenta direcionada ao cuidador do paciente com mal de Alzheimer

Manual Memória Arte e Sucata

A indicação mais assertiva para evitar o mal de Alzheimer ou controlar a doença incurável é praticar exercícios de memória. Quem tem parentes ou convive com pessoa com a doença sabe o quanto é difícil conviver com a enfermidade que, aos poucos, degenera as células do cérebro e levam à perda de memória dos pacientes.

Para facilitar nessa jornada, a geriatra Ivete Berkenbrock, em parceria com a psicóloga Joice Peters Schiavinato, especialista em gerontologia, lançaram o "Manual Memória, Arte e Sucata", publicação lançada no XVII Congresso Brasileiro de Geriatria.

O manual é uma ferramenta direcionada ao cuidador do paciente com declínio cognitivo leve a moderado. Cada capítulo representa um mês do ano, com informações sobre as suas principais datas comemorativas. Os exercícios sugeridos buscam associar a data em questão com lembranças pessoais do paciente, o que vai estimular sua memória.

Por exemplo, no primeiro capítulo, ou seja, o mês de janeiro, é pedida a construção de frases com as palavras "nascimento", "família" e "amigos." Isso reduz a agitação do paciente, melhora seu humor e favorece a interação com o cuidador. O livro também sugere uma série de atividades artesanais, como a confecção de máscaras de carnaval durante o segundo capítulo, fevereiro, e um porta-guardanapos de Páscoa, no quarto capítulo, em abril.

Os exercícios devem ser aplicados conforme a resposta do paciente. O material, elaborado com apoio da farmacêutica Janssen-Cilag, está sendo distribuído gratuitamente em consultórios de médicos que recebam pacientes com declínio cognitivo.

Vale destacar que atividades parecidas são praticadas em diversos centros de atendimento e suporte ao idoso com mal de Alzheimer, e têm comprovadas a capacidade de melhorarem a socialização dos pacientes.

Ainda que a medicina não saiba ao certo a origem da doença, que atinge 24 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde, especialistas sabem que o envelhecimento e a disposição genética atraem a doença.

Outros arriscam dizer que distúrbios cardiovasculares contribuem para a degeneração dos neurônios. Ou seja, a gordura abdominal em excesso, diabete, colesterol alto e pressão arterial elevada podem dar um bom empurrão. Certo, de verdade, é que botar a cabeça para funcionar é regra básica para proteger a doença.

Natália Farah


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