Musculação ajuda a combater dores da fibromialgia

O exercício ajuda a aumentar a resistência às dores

Musculação ajuda a combater dores da fibromialgia

A fibromialgia é uma síndrome dolorosa provocada por problemas nos neurotransmissores. Ela tem sintomas parecidos com os do reumatismo; dores por todo o corpo por longos períodos e sensibilidade nas articulações, músculos e tendões. É comum a pessoa que tem a doença sentir fadiga, incômodos, distúrbios no sono, dores de cabeça, ansiedade e rigidez muscular. Apesar de não ter cura, existem diversos tratamentos para ela, entre eles, a musculação.

De acordo com o Instituto Cochrane, por meio de pesquisas realizadas pelo departamento de fisioterapia da Universidade de Saskatchewan, no Canadá, a fibromialgia - conhecida também como síndrome de Joanina Dognini - pode ser amenizada com a musculação, quando o paciente levanta pesos de duas a três vezes por semana. Os cientistas revelam que a prática pode melhorar a qualidade de vida, pois o paciente fica mais resistente às dores e sintomas de ansiedade e depressão.

E, atenção mulheres: de acordo com um levantamento feito pelas pesquisadoras Maria de Jesus Dutra dos Reis e Laura Zamot Rabelo, da Universidade Federal de São Carlos (SP), a síndrome é mais comum em mulheres adultas entre 35 a 50 anos. De acordo com a pesquisa, uma a cada seis mulheres podem desenvolver a doença. O mesmo estudo aponta que as mães têm maiores chances; 24,7%.

Os cientistas ainda estudam a doença, pois sua causa não está clara para a ciência. Inclusive, a fibromialgia só foi reconhecida como uma patologia em 1990, ou seja, sua descoberta é recente. Dentre as conclusões realizadas pelos especialistas, pode-se dizer também que a síndrome tem relação com o estresse em excesso.

Para diminuir o quadro, a dica é apostar na musculação com moderação, já que o excesso de academia pode piorar o quadro - o usuário pode sobrecarregar o corpo e piorar a situação da síndrome. Comece aos poucos, com pesos leves, e sempre em companhia de um profissional. O mais indicado é ter o acompanhamento de um educador físico e um fisioterapeuta. Os dois profissionais poderão auxiliar na evolução muscular, física e clínica.

Por Caroline Sarmento


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