Musicoterapia garante mais qualidade de vida

Musicoterapia garante mais qualidade de vida

A música nos deixa relaxadas, faz lembrar momentos inesquecíveis e ainda é usada para fins terapêuticos. Na chamada musicoterapia é possível trabalhar timidez, coordenação motora, estresse, como também depressão de distúrbios do sono.

Ao contrário do que muita gente imagina, na musicoterapia o paciente não sai das aulas sabendo tocar os instrumentos musicais. "O trabalho está fundamentado no chamado ‘ouvir ativo’. O importante não é o senso estético da música e sim o processo e o esforço para conseguir um movimento", explica a psicóloga e musicoterapeuta Raquel Siqueira.

De acordo com a profissional, a partir da escuta, do canto, da execução de instrumentos, terapeuta e paciente trocam idéias, emoções e sentimentos. Em muitos casos a resposta pode ser até imediata afinal, a música é uma arte que não necessita passar pelo mundo das idéias para buscar uma expressão. "É diferente da pintura e da escultura, onde as imagens são captadas da própria natureza", acrescenta.

Interação

A musicoterapeuta afirma que as sessões podem ser individuais ou em grupo, uma ou duas vezes por semana. Antes de iniciar o tratamento, o paciente passa por algumas etapas de diagnóstico como entrevista inicial, que inclui um teste projetivo sonoro musical. "Nesse caso verificamos a reação do paciente em relação a determinadas músicas e sons, com significados simbólicos pré-estabelecidos", diz Raquel.

Na entrevista inicial, os especialistas obtêm informações para o tratamento sobre "a história sonora" e a "queixa principal". "Na segunda etapa nós colhemos dados sobre o mundo sonoro-musical do indivíduo, desde sua vida intra-uterina, suas preferências e recusas sonoras e musicais. Depois a pessoa toca ou manipula instrumentos da forma que quiser", finaliza.

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