Os riscos de fumar na gravidez

Mães fumantes possuem 40% mais chances de gerar filhos prematuros

Os riscos de fumar na gravidez

A fumante sabe o quanto é difícil largar o cigarro. E nem imagina, ou talvez até saiba, que fumar durante a gravidez pode ser um risco tanto para ela quanto ao bebê, que sofre prejuízos devastadores.

Se você está grávida e inclui-se nesse grupo, fique atenta! Já está comprovado em pesquisa que essas mães possuem 40% mais chances de gerar filhos prematuros, aumentam em 70% a probabilidade de abortar e correm mais risco de ter descolamento de placenta antes do tempo certo - o que causa a morte de 50% dos bebês.

Quando nascem, em geral, estão bem abaixo do peso em torno de 50 a 400 gramas a menos do que o normal. Sem falar que essas crianças estão mais sujeitas a desenvolver problemas respiratórios e até cardíacos. Estudos indicam também que elas têm déficit de atenção e demoram alguns anos para atingir a curva normal de crescimento.

A Universidade do Sul da Califórnia, por exemplo, constatou, em um trabalho feito com 3.357 crianças em idade escolar, que os filhos de mães fumantes têm capacidade pulmonar duas vezes menor que a da prole de gestantes que não fumavam.

Agora, preste atenção nessa informação: uma das piores consequências para o bebê é que ele pode nascer com dependência química da nicotina. Foi o que constatou a Organização Mundial da Saúde, que apontou a substância como uma das causas da síndrome da morte súbita infantil.

Já pensou?! Também não adianta apagar o cigarro apenas durante a gestação e voltar a fumar após o parto. Por tudo isso, os especialistas são categóricos: as mulheres devem abandonar totalmente o vício na gestação e enquanto amamentam seus filhos. Trata-se, sem dúvida, de uma ótima causa.

Por Natália Farah


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