Osteoporose: prevenção potencializa qualidade de vida

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Praticar exercícios físicos ajuda evitar fraturas em quem já tem a doença

Osteoporose prevenção potencializa qualidade de vi

A medicina identificou a dificuldade de reverter a osteoporose, doença que enfraquece a massa óssea e é mais comum em mulheres por conta dos hormônios e da menopausa. Outras causas são genética, constituição física magra, pessoas da raça branca e asiáticas, baixa ingestão de cálcio, diabetes, falta de exposição à luz solar, pouca atividade física, o hábito de fumar, consumo excessivo de álcool, café e outras doenças crônicas.

Apesar de as chances de retrocesso serem mínimas, a busca pela qualidade de vida dos pacientes está na prevenção da doença. Quem sofre com a osteoporose precisa incluir no cardápio alimentos com mais cálcio - são recomendados 1.200 mg por dia - e ricos em vitamina D. Isso quer dizer que o prato deve conter leites e derivados, ovos, manteiga, iogurtes e peixes, como atum e sardinha.

Praticar exercícios físicos regulares também ajuda evitá-la e reduzem a probabilidade de fraturas em quem já tem a doença. Para se ter uma ideia, estudos mostram que as atividades físicas que forcem o músculo puxar os ossos levam-nos a reter e até ganhar densidade.

A conclusão partiu de um grupo de pesquisadores, que avaliaram mulheres e notaram que àquelas que andam cerca de 1,5 km por dia têm uma preservação óssea de 4 a 7 anos maior em relação as que não andam. Alguns exercícios são mais recomendados como bicicletas ergométricas e caminhadas.

Mas se não foi possível prevenir, o jeito é conviver com a doença com acompanhamento médico, tratamentos medicamentosos e exames periódicos. Muitas associações médicas repudiam a repetição de exames de densitometria, que mostram a força do osso e a habilidade de suportar peso, prevendo até os riscos de fraturas.

Embora seja o melhor exame para detectar e monitorar a osteoporose, as razões que inibem certos profissionais de solicitá-los com frequência consiste no fato de que a densidade óssea muda vagarosamente com o tratamento. E as mudanças são tão pequenas que chegam a ser inferiores que o erro da própria máquina. Ou seja, o exame não pode detectar mudanças. Além disso, caso o exame mostre que os ossos continuem a se deteriorar, não há pesquisas que apontem que uma mudança na medicação reduzirá o risco de fratura.

Convivendo com a osteoporose.

1. Faça exames oftalmológicos regulares;

2. Use sapatos com sola antideslizantes;

3. Em casa, deixe tapetes presos no chão e evite pisos muito encerados ou molhados;

4. A ingestão de cálcio é fundamental para o fortalecimento dos ossos. Adote uma dieta rica em alimentos com cálcio (leite e derivados, como iogurtes e queijos). Os médicos indicam dois copos de leite desnatado e uma fatia de queijo branco por dia;

5. Consuma verduras de folhas escuras, como brócolis, espinafre e couve;

6. Evite carne vermelha, refrigerante, café e sal;

7. Exponha-se ao sol de forma moderada. Os raios ultravioletas sobre a pele estimulam a produção de vitamina D, fundamental para a absorção do cálcio pelo organismo. Basta 20 a 30 minutos de sol por dia, entre 6h e 11h;

8. Não fume e evite o consumo excessivo de álcool;

9. Independente da idade inicie um programa de exercícios (pode ser caminhada ou musculação, por exemplo). Entre outras vantagens, isso ajuda a fortalecer os músculos, melhorar o equilíbrio e os reflexos, evitando as quedas;

10. Mulheres que entraram na menopausa devem consultar um médico para começar um tratamento especial. A partir de 45 anos, devem ser submetidas a um teste de densitometria óssea.


Por Natalia Farah

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