Pesquisa aponta reposição hormonal contra Mal de Alzheimer

Quando uma mulher entra na menopausa aumenta o risco de Alzheimer

Pesquisa aponta reposição hormonal contra Mal de A

Estudos apontam que as mulheres têm duas vezes mais chances de ter a doença de Alzheimer, devido à falta de hormônios femininos, que pode ocorrer após a menopausa ou a histerectomia total, quando há retirada cirúrgica do útero com ovários.

A suspeita partiu após análise do neurologista e pesquisador da Clínica Mayo, em Minnesota, nos Estados Unidos, o professor Walter Rocca. Ele descobriu que quando uma mulher entra na menopausa ou faz uma histerectomia, muitas vezes por causa de miomas, dor e ou menstruação intensa, aumenta-se o risco de Alzheimer em 140%.

Isso acontece porque a mulher deixa de produzir, nos ovários, um hormônio chamado estrogênio, que tem ligação com a memória. Na tentativa de minimizar o problema, equilibrar o nível desse hormônio e evitar o Alzheimer, o pesquisador indica a terapia hormonal com reposição de estrogênio para mulheres que perderam seus ovários.

No entanto, muitos médicos têm medo de utilizar terapia hormonal com estrogênio por causa da sua possível ligação com o câncer. "Mas estudos apontam que os hormônios bioidênticos, ou seja, com a mesma estrutura molecular do nosso organismo utilizado na dose fisiológica com hormônio progesterona (Bioidêntico), não houve aumento do risco de câncer", explica a coordenadora de Educação e Pesquisa da Clínica Higashi, de Terapia Hormonal e Neurologia, Andrea Nunes Higashi.

Segundo ela, é importante compreender que existem outros hormônios que podem influenciar a memória da mulher, como a função da tireoide baixa que está ligada ao declínio cognitivo e demência.

A profissional recomenda que a mulher discuta com o médico todas as possibilidades de redução do risco de doenças associado ao envelhecimento.

Hoje, sabe-se que o Alzheimer afeta cerca de 37 milhões de pessoas no mundo e perto de um milhão só no Brasil, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde. Ainda não se sabe as causas da enfermidade, apenas a certeza de que a doença aparece com mais frequência em pessoas com mais de 60 anos. E com o envelhecimento da população o número de portadores tende a aumentar.

Natália Farah


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