População mundial com Alzheimer está próxima dos 25 milhões

Com o envelhecimento da população, a OMS estima que esse número salte para 65,7 milhões, em 2030

População mundial com Alzheimer está próxima dos 2

A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que 24 milhões de pessoas, no mundo, tenham Mal de Alzheimer. Com o envelhecimento da população, estima-se que esse número salte para 65,7 milhões, em 2030. Desse universo, 1,2 milhão com mais de 65 anos está no Brasil. Estima-se ainda que os doentes somarão 115,4 milhões em 2050.

O relatório mais atual sobre o assunto, elaborado pela Alzheimer's Disease International (ADI), ligada à OMS, identificou um dado alarmante. A pesquisa apontou que 75% dos pacientes não sabem que estão com a doença, espécie de demência que destrói de forma progressiva os neurônios, é incurável e atinge cerca de 50% os idosos, sendo 95% acima dos 60 anos, que nem sempre têm histórico na família.

A outra se caracteriza justamente pelo envelhecimento, uma vez que a devastação começa no hipocampo, área onde se processa a memória. Com o tempo, ela se alastra por outros cantos do cérebro e por isso ficam comprometidas funções cognitivas essenciais como a gravação das lembranças e a orientação do indivíduo no tempo e no espaço.

O Alzheimer pode ser diagnosticado em pacientes com idades mais novas, por volta dos 50 anos, e excepcionalmente na casa dos 40. A incidência é maior partir dos 65 anos. Para identificar a doença, os médicos avaliam histórico na família e solicitam exames de sangue, ressonância da cabeça, além de excluírem outras doenças parecidas. A segurança do diagnóstico, segundo especialistas, chega a 90%.

Disposição genética

Outro dado curioso diz respeito ao número mais elevado de mulheres com a doença, do que os homens. Uma pesquisa recente da Escola de Medicina da Universidade de Stanford, na Califórnia, apontou que uma variação genética faz com que a doença manifeste-se mais no universo feminino. São 3 mulheres para cada 2 homens.

Isso acontece porque homens e mulheres, que herdam duas cópias - uma de cada um dos pais - da variante do gene ApoE4, correm um risco muito alto de desenvolver o Alzheimer. Mas a combinação genética ApoE4 atinge apenas 2% da população, enquanto 15% são portadores de apenas uma cópia deste gene.

Mente sã, corpo são

O Alzheimer não tem cura, mas algumas medidas práticas e fáceis ajudam a prevenir a saúde mental do paciente e diminuir os riscos de desenvolver a doença.

• Manter sempre uma atividade mental regular e diversificada. Leitura, passatempos que envolvam raciocínio e interação com outras pessoas contribuem muito;

• Manter uma atividade física regular;

• Alimentar-se bem, sempre;

• Reservar a noite para dormir. Afinal, todos precisamos de repouso, inclusive nosso cérebro;

• Priorizar o lazer em seu tempo de folga, junto com a família e seus amigos;

• Evitar maus hábitos como fumar e bebida em excesso;

• Procurar sempre auxílio médico.


Por Natália Farah

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