Por que a osteoporose é mais comum após a menopausa?

O baixo nível de estrógeno é um dos principais fatores da osteoporose nessa fase

Por que osteoporose é mais comum após menopausa

Os baixos níveis de estrógenos, hormônios produzidos no ovário e responsáveis pela fixação de cálcio em nosso organismo, são os grandes inimigos das mulheres na menopausa. Essa deficiência hormonal causa sérios problemas, como a osteoporose, a perda da massa óssea, que faz com que elas sejam 30% mais afetadas que os homens.

A doença é silenciosa. Por muitas vezes, a mulher não está atenta e aumenta os fatores de risco, entre eles o ato de fumar, fugir do sol, fazer uso constante de bebida alcoólica, tomar mais de três doses de café por dia e não se alimentar corretamente aumentam as chances de desenvolver a osteoporose.

A perda de massa óssea é mais acentuada a partir dos três anos após a menopausa. Após a perda acelerada inicial, ela diminui de maneira lenta e gradual até os valores verificados antes da menopausa.

O organismo sente a piora da qualidade do osso, que se torna cada vez mais frágil. E quanto maior essa fragilidade, maior é o risco de uma fratura. As primeiras fraturas osteoporóticas em uma mulher tendem a ocorrer nas vértebras ou nos punhos.

É desconhecida a origem da doença, embora o histórico familiar seja um fator bastante favorável à osteoporose. Se os pais são portadores de osteoporose, o cuidado deve ser redobrado na prevenção da doença.

Isso porque a vitamina D é mais eficiente na absorção do cálcio em algumas pessoas do que em outras e essa característica é hereditária. Além disso, descendentes de pessoas que têm menor capacidade de absorção do cálcio no organismo e que apresentaram osteoporose quando adultas têm maior probabilidade de apresentar a doença.

Na atualidade, não existe cura para a osteoporose, mas o tratamento deve ser feito por médicos especializados, capazes de dar orientações sobre medicamentos que estabilizam o quadro da doença ou melhoram o problema. Isso significa evitar maiores complicações e reduzir significativamente o risco de fraturas.

Dicas para conviver com a osteoporose

• Usar sapatos com sola antideslizantes;

• Em casa, prefira tapetes presos no chão e evite pisos muito encerados ou molhados;

• A ingestão de cálcio é fundamental para o fortalecimento dos ossos. Adote uma dieta rica em alimentos com cálcio (leite e derivados, como iogurtes e queijos). Os médicos indicam dois copos de leite desnatado e uma fatia de queijo branco por dia;

• Consuma verduras de folhas escuras, como brócolis, espinafre e couve;

• Evite carne vermelha, refrigerante, café e sal;

• Exponha-se ao sol de forma moderada. Os raios ultravioletas sobre a pele estimulam a produção de vitamina D, fundamental para a absorção do cálcio pelo organismo. Basta 20 a 30 minutos de sol por dia, entre 6h e 11h;

• Não fume e evite o consumo excessivo de álcool;

• A partir de 45 anos, faça exames periódicos, como densitometria óssea;

• Sempre que possível, instale os interruptores de luz próximos à cama ou adote um abajur.


Por Natália Farah

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