Preconceito ainda assombra pacientes de Parkinson

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Disseminar o conhecimento a respeito da doença é um começo para lidar com o problema

Preconceito ainda assombra pacientes de Parkinson

Ainda que não haja cura para a doença de Parkinson, os tratamentos à disposição do paciente são diversos. O impasse, no entanto, gera em torno do preconceito da sociedade com a doença, unicamente por falta de informação.

Disseminar o conhecimento a respeito do Parkinson é um começo para lidar com o problema, que leva pacientes e até familiares a depressão. Pacientes contam que as pessoas se afastam por acharem que o doente está bêbado ou sob o efeito de drogas. Pior os que acreditam a doença ser contagiosa.

As adaptações no dia a dia fazem toda a diferença na vida de quem tem Parkinson e são até uma forma de reforçar sua autoestima, uma vez que mostram que ele ainda é capaz de fazer tudo o que tem vontade.

O ator Paulo José, com Parkinson desde 1993, disse em uma entrevista que as pessoas mudaram o comportamento com ele. "Queriam me proteger e ficaram com pena. Isso nunca me incomodou porque sou um sobrevivente. Tenho muita sorte por ter gente que gosta de mim e sou grato por isso", conta.

Paulo José já foi operado até pelo renomado cirurgião Paulo Niemeyer Filho, mas revela que teve depressão muitas vezes por conta da doença. "Houve um tempo em que tinha medo de dormir e não acordar. Às vezes, tenho medo de morrer. Ao me deitar, não penso se o dia foi mesmo melhor. Só penso: 'amanhã será um outro dia'. Assim, sigo trabalhando e vivendo dia por dia", compartilha o ator.

Como ele, estima-se que outras 300 mil pessoas tenham a doença, no Brasil, segundo a Associação Brasil Parkinson, mesmo que não tenha sido totalmente manifestado. A doença é degenerativa e causada pela falta de algumas substâncias no cérebro, principalmente a dopamina, um neurotransmissor que facilita a comunicação dos neurônios.

Os principais sintomas são tremor, rigidez e lentidão dos movimentos. Para ser diagnosticada com Parkinson, a pessoa precisa ter dois deles. Com a evolução da doença, o paciente passa a ter perda de equilíbrio.

Por Natália Farah


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