Preconceito é o maior adversário do epilético

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A falta de informação sobre o transtorno ecoa ideias negativas, como o distúrbio ser contagioso

Preconceito é o maior adversário do epilético

O preconceito é o maior adversário das pessoas que têm epilepsia e surgiu ainda na Idade Média, quando se acreditava uma possessão demoníaca no corpo do paciente. Trata-se na verdade de um distúrbio neurológico crônico, podendo ser progressivo em muitos casos, principalmente no que se relaciona a alterações cognitivas.

Os portadores têm crises convulsivas que duram de 3 a 5 minutos, podem cair no chão e ficar desacordados momentaneamente. O tratamento acontece com acompanhamento médico, uso de medicamentos e até a participação dos pacientes em grupos de apoio.

Mas a falta de informação sobre o transtorno, segundo relatam portadores da epilepsia, ecoa ideias negativas, como o distúrbio ser contagioso. Isso barra o acesso dos epiléticos ao convívio social, com vergonha ou medo da rejeição, e especialmente ao mercado de trabalho.

Dificuldade financeira

Nesses casos os portadores são obrigados a viver fazendo ‘bicos’ ou, na melhor das hipóteses, prestar concursos públicos, levando os pacientes a terem dificuldade financeira até para fazer o tratamento adequado.

A disseminação do conhecimento sobre a epilepsia tornou-se importante para esclarecer a doença e suas manifestações, como faz a Associação Brasileira de Epilepsia (ABE), que mantém um site para esclarecimento de dúvidas e as ações realizadas pela entidade.

A formação de grupos de apoio para portadores do distúrbio, uma das atividades da ABE, é uma das alternativas encontradas pelos pacientes, que encontram nesses ambientes uma forma de compartilhar angústias, medos e trocar experiências. Segundo a associação, a maioria dos pacientes com epilepsia, cerca de 75%, tem evolução favorável no tratamento, com controle das crises epilépticas e melhora da qualidade de vida.


Por Natália Farah

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