Preserve o seu útero com a Embolização

Embolização  técnica que preserva o útero

Jovens ou maduras, com ou sem filhos, muitas mulheres se deparam com o drama de perder os órgãos que são palco de algumas das funções mais importantes na vida de uma mulher.

Um estudo do Instituto de Medicina Social da UERJ - Universidade Estadual do Rio de Janeiro -

revela que quanto menor a renda familiar e o grau de escolaridade da mulher, maior é a chance dela passar por uma histerectomia, que é a retirada do útero.

Por ano, cerca de 300 mil mulheres no Brasil perdem o útero. Dessas, 200 mil por causa de miomas. Para o médico Cláudio Basbaum, especialista em ginecologia pela Associação Médica Brasileira e doutor pela Unicamp, muitas das retiradas poderiam ser evitadas e tratadas com técnicas capazes de preservar o útero. "Ainda existe a mentalidade de 40 anos atrás quando se pensava que o útero só servia para gerar um bebê e provocar o câncer. Grande parte das histerectomias feitas no país é desnecessária", explica o ginecologista.

Quase a metade das mulheres acima de 35 anos tem miomas, mas nem todos os miomas apresentam sintomas. Somente os miomas desse tipo precisam ser tratados e da forma mais conservadora possível. "Muitas mulheres com miomas ainda têm o sonho de engravidar e não querem perder seus úteros e muitas são submetidas à histerectomia sem que sejam discutidas outras alternativas", alerta Cláudio Basbaum.

A embolização, técnica que evita a retirada do útero, é um procedimento muito menos invasivo e doloroso para a mulher. É um procedimento rápido e eficiente, relativamente novo na medicina e vem sendo praticado desde 1995. "Ele consiste em obstruir o fluxo sangüíneo. Uma das suas aplicações mais utilizadas é para o tratamento de mioma uterino", diz o médico.

Um cateter é introduzido através de uma pequena incisão na altura da virilha e guiado pela artéria femural até a artéria uterina, na região do mioma. "As embosferas são injetadas e o fluxo de sangue para o mioma é interrompido, fazendo com que ele reduza de tamanho progressivamente e morra. Ginecologista e radiologista intervencionista acompanham todo o procedimento através de imagens radiográficas", afirma.

A embolização com as embosferas tornou-se a técnica recomendada em pacientes jovens e nas mulheres que ainda desejam ter filhos. "Antes o tratamento não era indicado para essas pacientes porque poderia comprometer a função dos ovários. Várias mulheres nos Estados Unidos e Europa, onde o produto vem sendo usado há mais tempo, engravidaram e tiveram crianças saudáveis", declara Basbaum.

Inconformada com a indicação de histerectomia, a dentista Victória Regia Tappis Alberto, 30, passou por 14 especialistas em busca de um tratamento que evitasse a retirada do seu útero. "Há quatro anos, deitada na cama, senti um caroço quando apalpava a barriga. Não tinha hemorragia, cólica ou dor. Fui ao ginecologista e descobri um mioma de 630 gramas no útero. De cara, o médico indicou uma histerectomia. Fiquei assustada. Tinha 25 anos e planejava ter filhos", conta a dentista.

Um ano e meio depois, Victória foi procurar 14 médicos. Alguns diziam para ela adotar se quisesse alguma criança: "Até que achei um ginecologista que me deu esperança. Indicou uma embolização, que fez com que o mioma diminuísse 200 gramas. Também tomei injeções de hormônio, que pararam a menstruação. Depois foi feita uma miomectomia, o mioma foi retirado, e o útero, preservado".

O tratamento ficou entre R$ 10 mil a R$ 15 mil. "O convênio não cobre este tipo de tratamento. Mas foi uma alegria tão grande ficar com ele que qualquer preço vale a pena", festeja a dentista.

Embolização  técnica que preserva o útero

Comente

Últimas