Qual o melhor horário para comer um docinho?

Se você não resiste ao doce na dieta, veja dicas da nutricionista

Qual o melhor horário para comer um docinho

Quem mantém uma controlada volta e meia sofre a tentação de comer um docinho. Depois das refeições ou quando estamos enfrentando uma TPM bate aquela vontade de atacar algo bem suculento. Mas será que o doce precisa ser banido de vez?

Não existe um horário em que o consumo desta iguaria afete menos nossa luta pela perda de peso?

Segundo a nutricionista funcional Gabriela Maia o ideal é que o doce seja ingerido depois das refeições. Dessa forma, este açúcar terá sua digestão misturada às fibras dos alimentos do almoço. "Essa ação evita também os picos de glicose e, consequentemente, de insulina, um hormônio que, em grandes quantidades no organismo, leva a uma maior tendência ao depósito de gordura abdominal."

Comer um docinho depois do almoço tem outra vantagem: como já estamos de estômago cheio a quantidade ingerida tende a ser menor! E é importante ressaltar também que, em média, a quantidade diária de açúcar na alimentação dos adultos devem ser de 60g, totalizando 420g por semana.

Por isso, é bom ficar atento, uma vez que o açúcar não é encontrado apenas nos doces. "Até em produtos que teoricamente não são doces têm açúcar em sua composição, como molho de tomate, produtos em conserva, pães em geral e cereais matinas. Sem levar esse fator em consideração a pessoa corre o risco de ultrapassar facilmente a quantidade de açúcar diária recomendada", alerta Gabriela.

O que deve ser evitado a todo custo é o consumo de doces em jejum. Isso porque a ingestão isolada da iguaria faz com que o organismo sofra com os tais picos de glicose e de insulina explicados anteriormente. E é esse aumento repentino e frequente já está ligado principalmente a problemas mais sérios, como obesidade e diabetes.

Alguns estudos apontam que este tipo de açúcar pode ser ingerido depois da atividade aeróbica. A nutricionista concorda e explica que o doce tem como fonte os carboidratos simples, que vão repor os glicogênios (reservas de energia) musculares e hepáticos gastos durante o exercício. "Assim, o organismo vai ter uma ‘função’ para esse carboidrato. O doce pode ser consumido antes do exercício para dar combustível, ou depois, para repor a energia gasta na malhação."

Os doces mais recomendados são as frutas frescas, como o abacaxi e o mamão, que possuem enzimas naturais com propriedades digestivas. Se você quiser algo mais açucarado opte por frutas desidratadas, bananada sem açúcar ou um picolé de frutas. E caso você não resista a um chocolate, opte pelo amargo, por ter mais de 60% de cacau, menos açúcar na composição e antioxidantes benéficos à saúde.

Na verdade, o grande problema do consumo de doces é a frequência. Não dá para comer sobremesa ou uma barra de chocolates todos os dias! Um brownie ou um pedaço de pudim pode dobrar as calorias consumidas no almoço, o que vai contribuir para os quilinhos a mais. "Eleja um dia da semana para consumir sobremesas mais elaboradas se este for o seu desejo", recomenda a especialista.

E se você está acostumada a comer doce várias vezes ao dia, pode sofrer de abstinência à medida que for diminuindo a quantidade. Mas Gabriela afirma que isso é normal. "Você pode se sentir mais ansiosa ou irritada, mas siga as dicas das frutas secas e da bananada sem açúcar. Assim o processo de mudança alimentar fica mais suave!"

Por Juliana Falcão (MBPress)

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