Quero ser mãe!

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5 dicas para quem está pensando em recorrer a tratamentos de fertilidade

Quero ser mãe

Construir uma família é o sonho de muitas mulheres, no entanto, estudar, se estabilizar financeiramente e encontrar alguém que valha a pena requer um certo planejamento. Enquanto isso o tempo passa e quando você se dá conta do momento ideal para ter um filho já passou e o seu corpo não está mais preparado para tais mudanças.

Se identificou com o relato e não sabe mais o que fazer para realizar os eu grande desejo de ser mãe? Muita calma, as possibilidades terapêuticas disponíveis para as pessoas que querem ter um bebê hoje são inúmeras: medicamentos, inseminação intra-uterina, fertilização in vitro, ovodoação, adoção de esperma. No entanto, de acordo com o ginecologista e diretor do Projeto ALFA - Aliança de Laboratórios de Fertilização Assistida, Nelson Júnior, o emprego das tecnologias reprodutivas levanta uma série de questões - médicas, emocionais, morais, financeiras e religiosas - bastante particulares para as pessoas envolvidas na decisão.

Segundo o especialista, antes de iniciar um tratamento de reprodução assistida é importante refletir sobre alguns pontos, pois o processo durante os tratamentos podem ser complicados e, às vezes, bastante frustrantes. Vejas as dicas do ginecologista e tome a sua decisão com mais clareza.

Seja realista sobre seus desejos e objetivos - "O que motiva o seu desejo de ter um filho? Você vê a paternidade ou a maternidade como uma vocação ou como ‘a vocação?’. O quão importante para você é a experiência da gravidez e do parto? É importante que haja uma ligação genética entre pais e filhos? É vital que você saiba as respostas para estas perguntas, para que você possa avaliar as muitas opções para a construção de uma família", diz o médico.

Considere todas as questões morais e/ou religiosas - Questões morais em torno das tecnologias reprodutivas abrangem as preocupações levantadas em debates tradicionais sobre aborto, vida embrionária, descarte de embriões, herança genética e escolhas reprodutivas. "Por exemplo, quais são as implicações de sermos capazes de controlar certos aspectos da procriação? Crianças são como presentes de Deus ou como produtos fabricados, segundo as especificações dos pais? Não faça nada que vá de encontro aos seus princípios", recomenda Júnior.

Fique à vontade - Os pacientes, muitas vezes, podem estar ansiosos para avançar rapidamente com o tratamento, especialmente se eles já vêm tentando engravidar por muito tempo ou se são mais velhos. "No entanto, tempo é fundamental neste processo! Tempo para conversar e tomar decisões respaldadas por seu parceiro, por sua família, por seus amigos, por seus conselheiros religiosos. Reserve tempo para compreender todo o processo de tratamento, ao invés ‘de ser empurrado’ ao longo de uma etapa para a seguinte", aconselha.

Reflita profundamente sobre as decisões - O emprego das tecnologias reprodutivas exige dezenas de decisões concretas. "Como você vai decidir que é hora de passar dos procedimentos de baixa tecnologia (medicamentos, inseminação intra-uterina) para os de alta tecnologia (como a fertilização in vitro)? O que você vai fazer com os embriões que sobraram da sua fertilização in vitro? Como é que vai decidir quando parar com os tratamentos, se eles não forem bem sucedidos? É claro que pode haver ‘surpresas ao longo do caminho’, e você pode mudar de ideia, mas é preciso refletir sobre cada passo, antes de iniciar esta caminhada", afirma o ginecologista.

Procure ajuda profissional - Concretizar a maternidade ou a paternidade - apesar das barreiras para a concepção natural - é um processo difícil. "Você vai precisar de apoio. Procure pessoas com quem você pode compartilhar suas ansiedades, frustrações e sofrimentos. No entanto, é preciso estar ciente também de que muitas pessoas ‘estão mal equipadas’ para nos ajudar com a tomada de decisões. Dilemas reprodutivos tendem a estar envoltos em clichês, mesmo entre nossos familiares e amigos: ‘Se é vontade de Deus, você vai ter um filho’, ‘Apenas relaxe e você vai ficar grávida’, ‘Por que você simplesmente não adota?’. As tecnologias reprodutivas oferecem esperança aos que aspiram ser pais, mas levantam muitas questões difíceis. Pense sobre estes aspectos, antes de iniciar o seu tratamento", conclui o ginecologista.

Por Paula Perdiz

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