Reabilitação pulmonar em idosos com DPOC

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O treinamento físico é considerado primordial, pois melhora a eficiência e a capacidade de respiração

Reabilitação pulmonar em idosos com DPOC

O tabagismo é uma das principais causas da DPOC, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica. A ciência já comprovou que os fumantes de longa data têm mais chances de ter enfisema pulmonar, que envolve a destruição dos pulmões ao longo do tempo, ou bronquite crônica, que envolve tosse prolongada com muco.

Trata-se de uma doença séria e incurável, e a partir do diagnóstico comprovado faz a pessoa ficar refém de medicamentos e tratamentos para o resto da vida. No entanto, estudos mostram que a reabilitação pulmonar pode ensinar o paciente a respirar de uma maneira diferente, especialmente em idosos, público que mais sofre do problema.

Um projeto sobre a qualidade de vida de idosos portadores de DPOC, apresentado em junho deste ano no Congresso Internacional de Envelhecimento Humano em Campina Grande, na Paraíba, avaliou o impacto de um programa de reabilitação pulmonar nesses pacientes, tendo em vista o fenômeno do envelhecimento populacional e a atual política de envelhecimento com saúde.

Isso porque, segundo os pesquisadores, além de limitações físicas para execução de atividades cotidianas, a doença pode causar distúrbios nas relações afetivas, conjugais, sexuais, no lazer e em seu exercício profissional. O que torna muitos pacientes dependentes de seus familiares, reforça o sentimento de incapacidade, contribui para a diminuição da autoestima e, consequentemente, da qualidade de vida.

Nesse estudo, os profissionais concluíram que o treinamento físico é considerado primordial, pois melhora a eficiência e a capacidade de respiração, aumenta o consumo de oxigênio.

Em geral, o programa de reabilitação pulmonar é organizado por uma equipe multiprofissional composta por médicos, fisioterapeutas, psicólogo, terapeuta ocupacional e enfermeiro.

Os benefícios incluem melhoria na qualidade de vida, na tolerância ao exercício, reduz a ansiedade, depressão, falta de ar e outros sintomas associados. O programa de exercícios é composto por treinamento muscular com os braços e pernas, que melhoram indiretamente os músculos respiratórios, diminuindo a falta de ar.

"A fisioterapia exerce a função de escolher os melhores exercícios para cada idoso. E os mais indicados são as caminhadas em esteiras, atividades em bicicleta ergométrica, alongamentos e relaxamento muscular, além de exercícios com pesos em braços e pernas, conforme a capacidade e tolerância de cada indivíduo.", orienta a fisioterapeuta, Rafaela Macêdo.

Segundo ela, a fisioterapia tem a função de esclarecer as dúvidas dos idosos quanto à doença e indicar a realização de exercícios em casa, com técnicas de como realizar as atividades do dia a dia sem gastar muita energia e evitar a falta de ar.

Natália Farah


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