Saiba como identificar os sinais de um AVC

Controle da pressão arterial e dos níveis de colesterol e triglicérides ajudam a evitar um AVC

Saiba como identificar os sinais de um AVC

Você sabia que o acidente vascular cerebral (AVC) é a segunda principal causa de óbitos no mundo? Cerca de sete milhões de pessoas falecem anualmente em decorrência do problema, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil é a doença que mais leva à morte e que mais deixa inválidos permanentes.

Popularmente conhecido por derrame, o AVC pode ser hemorrágico, que é quando ocorre um extravasamento de sangue, ou isquêmico, que é quando há interrupção do fluxo sanguíneo. "Afeta o território cerebral e é mais frequente em pacientes já portadores de malformações vasculares congênitas ou de aterosclerose cerebrovascular, que afetam o sistema circulatório central. A maioria desses acidentes é do tipo isquêmico", afirma o Dr. Ricardo Pavanello, Supervisor de Cardiologia Clínica do Hospital do Coração.

No tipo isquêmico a obstrução é causada por coágulos sanguíneos formados na parede das artérias doentes ou por pedaços de coágulos desprendidos dessas artérias ou do interior da cavidade cardíaca. Já no hemorrágico ocorre por um derramamento de sangue no interior do cérebro. Em ambos os acidentes vasculares cerebrais ocorre a morte de células nervosas.

Dr. Pavanello informa que o diagnóstico precoce, na grande maioria dos casos, é capaz de minimizar as consequências de um AVC. Para isso são utilizadas substâncias injetáveis que atuam sobre o coágulo que interrompeu a circulação do cérebro, restabelecendo o fluxo sanguíneo e evitando a morte (necrose) de mais neurônios.

Conheça os principais sintomas da doença:

- Dificuldade para movimentar um dos braços ou uma das pernas;

- Dificuldade para sorrir;

- Distúrbios visuais como visão dupla de um dos olhos ou de ambos;

- Dificuldades para falar ou para entender o que está sendo dito;

- Dor de cabeça intensa sem motivo aparente acompanhada de perda de equilíbrio;

- Alteração da sensibilidade e vertigens acompanhadas de náuseas ou vômito.

Dores de cabeça constantes, no entanto, não é um sinal de que a pessoa terá um AVC. "As dores que estiverem acompanhadas dos sintomas acima descritos devem ser avaliadas pelo médico, a fim de evitar que surjam problemas mais graves, possibilitando providências em tempo hábil", alerta Ricardo.

A doença que mais mata no país atinge pessoas de todas as classes sociais e diferentes idades. "Os acidentes vasculares em pacientes jovens ocorrem, porém são menos frequentes do que em pacientes idosos, uma vez que nos jovens as doenças cardiovasculares - responsáveis por nove em cada dez AVCs - são bem menos prevalentes", avalia o médico. "A fibrilação atrial - distúrbio do ritmo do coração que afeta principalmente os idosos - está muito associada ao AVC", complementa.

Para prevenir a ocorrência do problema, Dr. Pavanello assegura que é preciso controlar os fatores de risco: "Incluem na lista hipertensão arterial, diabetes, aumento do colesterol e do triglicérides e o tabagismo". Por este motivo, alguns alimentos devem ser excluídos do cardápio. "Aqueles que aceleram o processo de aterosclerose - formação de placas de gordura no interior das artérias - como carnes gordurosas e carboidratos em excesso, devem ser controlados e, principalmente, o hábito de fumar deve ser abolido", alertou.

Por Stefane Braga (MBPress)

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