Saiba identificar a epilepsia em crianças

Alguns sinais ficam mais evidentes nos primeiros anos na escola

Saiba identificar a epilepsia em crianças

Estatísticas mostram que cerca de 50% dos casos de epilepsia começam na infância, com os primeiros sinais antes dos cincos anos de idade. As causas podem ser várias: algo que ocorreu antes ou durante o parto, lesão no cérebro, decorrente de uma forte pancada na cabeça, infecção (meningite, por exemplo), abuso de bebidas alcoólicas, de drogas entre outras que a ciência não identifica.

Embora alguns sintomas infantis sejam bem parecidos dos adultos, como contrações musculares em todo corpo, salivação intensa, respiração ofegante e algumas vezes desligamentos momentâneos, nas crianças, alguns sinais ficam mais evidentes nos primeiros anos na escola. Nessa fase, elas podem apresentar falta de atenção enquanto escrevem ou assistem às aulas, e isso pode atrapalhar o rendimento escolar.

Uma das formas de perceber o problema pode ser quando, durante um ditado, a criança escreve apenas partes do que o professor fala, sem registrar grandes pedaços do texto dito. Como os professores podem não saber diferenciar se a criança tem déficit de atenção ou epilepsia de fato, cabe a eles observar os alunos e orientar os pais a procurarem um especialista.

A doença pode ser constatada logo depois que a criança nasce, quando o médico pode perceber se o bebê apresenta contrações constantes em algum músculo do corpo. Se ele suspeitar que elas indicam epilepsia, é pedido um exame de eletroencefalograma para analisar as descargas elétricas do cérebro e constatar se há de fato disfunção em algumas células.

O diagnóstico precoce aumenta muito as chances de cura, e o tratamento normalmente é feito à base de medicamentos. Só em casos em que a causa da epilepsia é conhecida e muito específica (como um tumor ou após um acidente que comprometeu a estrutura do cérebro) é possível fazer uma cirurgia para sanar o problema.

A doença, ainda que não tenha cura, é superestimada pela maioria da população, que acredita ser contagiosa ou o paciente um perigo para a sociedade. Na verdade ela só acontece quando alguns neurônios não funcionam corretamente. Trata-se de uma condição que tem tratamento e que na maior parte das vezes é benigna.

Veja abaixo alguns dos principais sintomas da epilepsia em crianças. Em todo caso, sempre vale a busca médica para mais informações.

• Contração muscular mantida do corpo ou do braço (s) ou perna (s) que dura de poucos segundos a minutos;

• Contrações rápidas de um único músculo ou de grupos musculares do braço ou da perna;

• Série de contrações musculares rápidas e ritmadas do rosto, face ou dos braços ou das pernas;

• A cabeça ou o tronco da criança "cai" para frente ou o tronco "arqueia" para trás, ou os braços da criança "dobra" repentinamente como se estivesse tendo espasmo;

• Movimentos parecidos com "pedalar", impulsão da pelve, balanceio;

• Diminuição na amplitude e/ou velocidade dos movimentos ou até mesmo a interrupção dos movimentos;

• Desvio forçado e mantido dos olhos, cabeça e tronco para um dos lados.

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Por Natália Farah

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