Saiba identificar se seu parceiro é bipolar

Os sintomas da mania são mais exuberantes e isso torna a identificação da doença mais fácil

Saiba identificar se seu parceiro é bipolar

Entender os sintomas do transtorno bipolar e buscar o tratamento correto são os primeiros passos para qualquer relacionamento. De modo geral, o transtorno bipolar é uma variação de humor que vai das crises de euforia a depressão grave.

É comum as pessoas acharem que o problema atinge mais mulheres, mas os homens também podem ter a doença. Acontece que eles vão menos ao médico, embora muitos possuam problemas sérios e nem desconfiem.

Para você descobrir se seu parceiro, irmão ou um amigo próximo tem o transtorno, preste atenção nessas atitudes. Neles, os sintomas da mania são mais exuberantes e isso torna a identificação da doença mais fácil. Nesse caso o paciente vive um estado de exaltação do humor, com aumento de energia, sem qualquer relação com o momento que o indivíduo está vivendo.

Caso seu parceiro ou pessoa próxima começar a gastar demais, por exemplo, e ficar irritado por motivos banais ou até agressivo quando contrariado, são alertas de uma possível bipolaridade.

Outra característica é a desinibição sexual, que pode ser tão intensa, fazendo com que o bipolar corra o risco de trair a namorada ou esposa com outras mulheres.

O quadro depressivo também pode fazer parte do cotidiano dos homens bipolares, afetar o namoro e levar inclusive a separação do casal. Na depressão, a libido do homem cai, há perda de interesse para diversas atividades, ele não sente mais prazer em estar com a parceira. Ou pode ocorrer o oposto, onde o namorado fica excessivamente inseguro e dependente da parceira.

"Nem todas as mulheres conseguem suportar essas situações. É preciso saber que esses altos e baixos da doença não possuem cura, mas há tratamento. E incentivar o parceiro a procurar um médico é fundamental", aconselha o psiquiatra e pesquisador do Programa de Saúde Mental da Mulher da Universidade Federal de Pernambuco, Amaury Cantilino.

Apesar de todos os dissabores, manter o relacionamento é possível, afirma o psiquiatra. "As pessoas que convivem com um bipolar precisam conhecer a doença e seus sintomas para que saibam identificá-los no momento em que aparecem. Tanto a namorada, quanto a família do paciente, devem se tornar parceiras no tratamento, no sentido de ajudar o especialista com informações e comportamentos que nem sempre o paciente consegue identificar em si mesmo", conclui.

Natália Farah


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