Saiba lidar com a esquizofrenia infantil

As primeiras aparições podem ser muito vagas

Saiba lidar com a esquizofrenia infantil

Vladimir Godnik/moodboard/Corbis

Saber identificar comportamentos nada comuns em crianças continua tarefa desafiadora aos pais. Como identificar, por exemplo, a esquizofrenia infantil?

Ainda que hajam casos raros da doença nessa fase, que não tem cura nem causa conhecidas, especialistas afirmam que a esquizofrenia em crianças costuma aparecer antes dos cinco anos de idade e poucas vezes surge na adolescência.

Quando a esquizofrenia infantil começa muito cedo na vida, os sintomas podem construir-se gradualmente. E as primeiras aparições podem ser tão vagas que é complicado decidir o que é errado ou pode atribuí-las a uma fase de desenvolvimento.

Preste atenção, por exemplo, se a criança tem delírios ou alucinações. A criança esquizofrênica costuma apresentar modos e pensamentos irracionais e problemas que exerçam tarefas habituais, como o simples hábito de tomar banho ou se vestir. Outros sinais bastante comuns da doença são atrasos na linguagem e comportamento motor incomuns, como balançar ou agitar muito o braço sem motivo.

A observação é importante porque, com o passar do tempo, os indícios da esquizofrenia infantil se tornam mais graves e perceptíveis para a família, amigos e funcionários da escola.

Eventualmente, a criança pode desenvolver os sintomas de psicose, incluindo alucinações, delírios mais frequentes e dificuldade de organizar seus pensamentos, quando há uma "ruptura da realidade." Segundo especialistas, essa é a fase crítica da doença, uma vez que há a possibilidade de hospitalização e tratamento com medicação.

Se você perceber que seu filho tem algum desses sintomas, não quer socializar, problemas na escola, comportamento violento ou agressivo ou outros sinais possíveis de um distúrbio de saúde mental, procure aconselhamento médico. Só um especialista poderá dar o diagnóstico e tratamento correto para a criança.

Veja outros sinais da esquizofrenia infantil.

• Ver ou ouvir coisas que não existem (alucinações), especialmente vozes

• Não ter crenças com base na realidade (delírios)

• Falta de emoção

• Emoções impróprias para a situação

• Retraimento social

• Mau desempenho escolar

• Diminuição da capacidade para a prática de autocuidado

• Rituais alimentares estranhos

• Discurso incoerente

• Pensamento ilógico

• Agitação

Natália Farah


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