Síndrome do Ovário Policístico pode levar à obesidade

50% das mulheres com ovários policísticos são obesas

Ovário Policístico e obesidade

Pesquisas mostram que a Síndrome do Ovário Policístico afeta cerca de 20% das mulheres entre 20 e 30 anos. Mas afinal, o que é essa síndrome que tanto se fala? E qual sua relação com a obesidade?

A ovulação normalmente produz pequenos cistos que ficam alojados no ovário e quando a mulher menstrua, eles geralmente são eliminados. Em casos de desequilíbrio hormonal, o organismo não elimina esses cistos, gerando assim, a síndrome. Em consequência disso, há a dilatação dos ovários, alteração do ciclo menstrual e produção de hormônios masculinos (andrógenos). Outra doença relacionada à síndrome dos ovários policísticos é a obesidade.

De acordo com o Departamento de Endocrinologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), 50% das mulheres com Síndrome de Ovários Policísticos (SOP) são obesas. Esse quadro é comum por que o organismo oferece resistência à insulina, dificultando a queima calórica e acumulando mais gordura do que o normal. Por isso, mulheres com ovários policísticos têm mais facilidade pra engordar e dificuldade para emagrecer.

E obviamente, o aumento da produção de hormônios masculinos também é refletida na sua saúde, causando acne e o aumento de pelos pelo corpo. É culpa deles também o fato de mulheres com essa síndrome terem dificuldades para engravidar. Além disso, a síndrome influencia no aparecimento da diabetes, colesterol alto, seborreia, queda de cabelo, hipertensão, câncer no útero e de mama.

O diagnóstico é feito por um exame de ultrassonografia e os tratamentos são iniciados quando a paciente possui uma quantidade elevada de cistos. Após o diagnóstico, o ginecologista poderá receitar remédios para controlar os hormônios masculinos e femininos. As pílulas anticoncepcionais são as mais comuns, nestes casos.

O médico pode receitar comprimidos de progesterona (hormônio feminino), metformina (que aumenta a produção de insulina e normaliza o ciclo menstrual), hormônios, cremes para retardar o crescimento de pelos, entre outros. Para cada caso e gravidade, um tratamento é realizado. Muitas vezes o combate pode durar a vida fértil inteira da mulher. O desempenho é variável e individual.

Por Caroline Sarmento e Helena Dias


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