Síndrome metabólica: como prevenir?

Saiba mais sobre a síndrome metabólica e previna-se

Síndrome metabólica como prevenir

Manter uma alimentação balanceada e praticar exercícios físicos são alguns requisitos básicos para quem quer manter a saúde em dia e estar menos propenso a contrair doenças graves. Longe dessas práticas, a obesidade e problemas como hipertensão e colesterol podem surgir, limitando cada vez mais a qualidade de vida. E quando vários desses problemas se instalam ao mesmo tempo temos o que os médicos chamam de síndrome metabólica.

Conforme explica o endocrinologista Mohamad Barakat, o problema é definido como uma associação de fatores de risco para as doenças cardiovasculares (ataques cardíacos e derrames cerebrais), vasculares periféricas e diabetes. Seu principal sintoma é a resistência à ação da insulina, o que obriga o pâncreas a produzir mais esse hormônio.

O médico diz que pessoas portadoras de obesidade central ou periférica, que deixa o corpo com o formato de maçã e está associada à presença de gordura visceral, estão mais propensas a desenvolver a síndrome. "Há também outro grupo, o dos hipertensos", lembra. Também merecem atenção as pessoas com níveis altos de colesterol ruim (LDL) e baixos do colesterol bom (HDL), aumento dos níveis de triglicérides, ácido úrico elevado e que eliminam proteína pela urina.

Quem também apresenta fatores pró-trombóticos que favorecem a coagulação do sangue e processos inflamatórios (a inflamação da camada interna dos vasos sanguíneos favorece a instalação de doenças cardiovasculares e resistência à insulina por causas genéticas) devem ser acompanhadas por especialistas. "É difícil especificar os sintomas, pois são inimigos ocultos que agem silenciosamente, mas representam fatores de risco para doenças cardiovasculares graves", alerta o especialista.

A síndrome metabólica começa a se manifestar na idade adulta ou na meia-idade e aumenta muito com o envelhecimento. "O número de casos na faixa dos 50 anos é duas vezes maior do que aos 30 ou 40", afirma dr. Barakat. A doença também costuma atingir mais o sexo masculino. "Isso porque os homens têm mais facilidade de criar obesidade central ou periférica, a famosa barriga de cerveja. Eles também se cuidam bem menos que elas. Porém mulheres com ovários policísticos estão sujeitas a desenvolver o problema, mesmo sendo magras."

O diagnóstico da doença leva em conta as características clínicas (presença dos fatores de risco) e dados laboratoriais. Na avaliação laboratorial, alguns marcadores no sangue, entre eles a proteína C-reativa (PCR), são indicativos da síndrome. O endocrinologista diz que basta a associação de três de fatores relacionados abaixo para diagnosticar a síndrome metabólica:

- Glicemia em jejum oscilando entre 100 e 125, ou entre 140 e 200 depois de ter tomado glicose;

- Valores baixos de HDL (colesterol bom) e elevados de LDL (colesterol ruim);

- Níveis aumentados de triglicérides e ácido úrico;

- Obesidade central ou periférica determinada pelo índice de massa corpórea (IMC) ou pela medida da circunferência abdominal (nos homens, o valor normal vai até 102 e nas mulheres, até 88), ou pela relação entre as medidas da cintura e do quadril.

Pelo fato de obesidade ser o fator essencial para definir o aparecimento da síndrome, Dr. Barakat afirma que uma dieta adequada e atividade física regular são as primeiras medidas necessárias para reverter o quadro. "No caso de existirem fatores de risco de difícil controle, o médico pode indicar a intervenção com medicamentos", explica. "Para evitar o problema, é preciso ter hábitos saudáveis. A receita para envelhecer com saúde é mais simples do que parece", finaliza.

Por Juliana Falcão (MBPress)

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