TDAH: como a amamentação pode ajudar na prevenção?

Estudo propõe que o leite materno evite o transtorno

TDAH como a amamentação pode ajudar na prevenção

O leite materno já é conhecido pelas propriedades nutritivas ao bebê a favor do sistema imunológico. Agora, pesquisadores israelenses notaram que o ingrediente natural pode evitar o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).

Embora os pesquisadores sejam cautelosos e alertem que só provaram a existência de uma relação significativa entre a lactação materna e uma menor incidência da hiperatividade na infância (inclusive levando em conta fatores típicos de risco), o estudo sugere que amamentar poderia servir de potente protetor contra o TDAH.

A pesquisa foi concentrada nos hábitos de lactação que os pais deram a seus filhos, divididos em três grupos. O primeiro, constituído por 56 crianças diagnosticadas com TDAH; o segundo, formado por 52 irmãos de crianças com esse transtorno, e o terceiro, o grupo de controle, formado por 51 crianças sem qualquer relação genética.

A metodologia consistiu em um comparativo do histórico clínico de crianças com idades entre seis e 12 anos que haviam sido internadas por diferentes razões no Hospital Pediátrico Schneider de Petahtikva (Israel).

Os pais preencheram um questionário detalhado sobre a alimentação dos seus filhos nos primeiros meses de vida e outros fatores que podem influenciar na aparição do TDAH, como situação familiar, nível educativo dos pais, problemas durante a gravidez, como hipertensão ou diabetes, peso do recém-nascido e relação genética com o TADH.

Aos três meses, apenas 43% dos diagnosticados com TDAH haviam recebido leite materno, contra 69% do grupo dos irmãos e 73% do grupo de controle.

Os resultados revelaram uma clara relação entre a amamentação com leite industrializado e o TDAH. Assim, as crianças que tomavam mamadeira aos três meses tinham três vezes mais possibilidades de apresentar o transtorno, quando comparadas às crianças que ainda mamavam no peito.

Os pesquisadores não puderam determinar quais mecanismos influenciam nessa relação, entre os componentes do leite materno, o laço que se estabelece entre a mãe e o bebê durante a amamentação ou ambos.

A pesquisa da Universidade de Tel Aviv complementa outro estudo, de Nova York, com resultados que, mesmo seguindo outra metodologia, apontam para uma tendência similar.

Natália Farah


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