Transtorno Bipolar em crianças

Conheça os principais sintomas, em geral, descobertos após uma ampla análise clínica

Transtorno Bipolar em crianças

Alguns distúrbios psicológicos em crianças só podem ser identificados após várias observações clínicas, em parceria com histórico trazido pela família. Isso porque eles podem ser facilmente confundidos com reações normais da infância e a prescrição médica, em certos casos indicáveis, pode se tornar um problema sério caso usada de forma indevida.

Quando em uma das análises a descoberta é o Transtorno Bipolar, doença que se caracteriza pela alternância de humor, ou seja, ora ocorrem episódios de euforia, as chamadas manias, ora de depressão, com períodos intercalados de normalidade, os cuidados serão redobrados.

Nas crianças, o pediatra poderá intervir orientando a família nos casos leves, mas deve ficar atento àqueles que necessitam de outros tipos de tratamento, "uma vez reconhecidos e tratados os sintomas, certamente o sofrimento de crianças e adolescentes vai diminuir", garante o doutor da Universidade de Brasília, Dênio Lima.

Segundo um estudo elaborado pelo especialista, nos últimos 30 anos, os pesquisadores começaram a pensar e a investigar a depressão na criança, uma das características do transtorno infantil, por meio de entrevistas médicas, avaliações por questionários ou entrevistas semi-estruturadas e exames laboratoriais. "No entanto, é importante enfatizar que a depressão na criança tem suas próprias características, e os sintomas tipo adulto vão ter início somente na adolescência", diz o especialista.

Embora nessa idade os sintomas sejam difíceis de serem notados, porque a criança ainda não consegue se expressar corretamente, o especialista pontua alguns fatores de risco como choro excessivo, irritabilidade, o fator de não querer ir à escola, abuso físico e sexual, problemas acadêmicos, separação ou divórcio dos pais, ansiedade ou luto.

"Vários fatores podem causar o transtorno, como o papel da família no dia a dia da criança. Além de fatores genéticos, porque crianças depressivas são mais encontradas em famílias onde um dos pais é depressivo do que naquelas onde não existe este diagnóstico", explica Dênio.

A intervenção clínica, segundo ele, se faz necessária, "seja por aconselhamento dos pais, psicoterapia individual e/ou familiar ou medicamentosa, procurando sempre utilizar aquelas que têm o menor efeito colateral", conclui.

Por Natalia Farah

Comente

Últimas