Tratamentos alternativos controlam diabetes

É importante ressaltar que o diabetes é considerado grave e merece atenção e cuidados

Tratamentos alternativos controlam diabetes

Os tratamentos para quem têm diabetes já foram mais inacessíveis e complicados. Se na década de 1980 quem usava o glicosímetro, aparelho que mede a glicose na corrente sanguínea, precisava colher 0,5 mililitro de sangue, hoje, basta 0,3 mililitro. Pode parecer insignificante, mas para um paciente que vai se picar de quatro a sete vezes ao dia, isso é importante, afirmam especialistas. Em outras palavras, a quantidade de sangue necessária para aferir os níveis glicêmicos diminuiu mais de 99%.

No século 21, os aparelhos estão menores, mais precisos e ganharam fortes aliados no sistema on-line. O mercado de celulares e tablets disponibiliza aplicativos em que é possível colocar os dados da medição de glicose e enviar para o médico para que ele possa acompanhar mais de perto o paciente. Outros permitem a contagem de carboidratos a cada alimentação, o paciente deve apenas colocar o que vai comer e o programa conta quantos carboidratos têm em cada alimento. O cálculo é determinante para saber a quantidade de insulina que deve ser tomada.

O glicosímetro iBGStar, app previsto para ser lançado no fim deste ano ou início de 2014, pretende unir a monitorização ao benefício dos aplicativos. Para fazer a medição será preciso baixar o app e ele vai fornecer gráficos para acompanhar o tratamento e enviar os dados ao médico.

Além disso, ao medir os níveis de glicose no sangue não será possível apagar essa informação, evitando que os pacientes, especialmente os mais jovens, mintam a respeito dos números da doença. A razão para essa atitude é que muitos param de tomar a insulina porque não querem engordar, por exemplo, o que atrapalha o tratamento. Nos Estados Unidos, o iBGStar é vendido de 30 a 40 dólares. No Brasil, ele estará disponível no ano que vem nas versões para iPhone e Android.

Outro método moderno e alternativo aos diabéticos são os adesivos sem fio, ainda não disponíveis no mercado brasileiro. Esse aparelho contém um reservatório de insulina que é programado via wireless e bluetooth, e os pacientes devem trocar o patch a cada três dias e o custo é um pouco mais barato que o das bombas de insulina.

É importante ressaltar que o diabetes é considerado uma doença, grave e que merece atenção e cuidados. Alguns médicos defendem o tratamento individualizado, alegando que é preciso levar em conta aspectos como idade, tempo de evolução da doença, presença de outras patologias, adesão do paciente ao tratamento e até condições financeiras antes de qualquer prescrição. Caso não tratado, o diabetes pode causar cegueira, há mais riscos de infarto, derrame, complicações renais, entre outros.

Evite o diabetes

• Controle seu peso, pois o ganho de peso pode significar o aumento da gordura visceral e, consequentemente, do risco de diabetes tipo 2;

• Faça 30 minutos de atividade física diária;

• Regule o sono;

• Evite o estresse;

• Coma pouco, devagar e não faça jejum;

• Tente não comer muita gordura;

• Prefira alimentos integrais;

• Coma frutas, queijo e iogurtes, mas sem exageros.


Por Natália Farah

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