Uso excessivo do celular acarreta em doenças graves!

O uso excessivo do celular pode prejudicar a saúde dos seus olhos

Uso excessivo do celular acarreta em doenças grave

Você é viciado em celular? Então faça o teste: não acesse o celular por duas horas. Se no fim você se sentir ansiosa ou incomodada, é bom avaliar se o uso da internet não está passando dos limites da normalidade. Essa é a dica da Dra. Priscila Gasparini Fernandes, psicóloga e doutora em psicanálise pela USP, para que nós possamos nos autoavaliar.

Destacamos o exame acima, pois estudos comprovam que oito milhões de brasileiros são viciados em internet, consequentemente em internet no celular também, já que se veem na constante necessidade de postar o que fazem e checar as atividades dos amigos.

No entanto, ficar conectado o tempo inteiro acarreta sérios problemas à saúde. Como a psicóloga explica: "Vemos problemas de postura, aumento de peso, depressão, fobia social e ansiedade nessas pessoas".

Isso porque quando o indivíduo se vicia na internet e em redes sociais, passa a não vivenciar relações presenciais, tende a evitá-las e prefere manter contato apenas virtual, então passa a comprometer suas relações sociais e afetivas.

"Os aplicativos como Facebook e Instagram, por exemplo, acabam favorecendo o vício, pois é aí que as pessoas se expõem, criam vínculos de amizade e têm a necessidade de acompanhar o tempo todo o que está sendo postado e comentado. Se estiverem excluídas disto, podem até se deprimir. Os internautas que são viciados, na maioria dos casos, têm baixa autoestima e a compensação é viver em um mundo virtual onde não há a necessidade de se expor, presencialmente."

Priscila ainda traz uma curiosidade infeliz, que nos alerta: "Na China, o vício em internet já é considerado um distúrbio mental. Em alguns casos graves, é necessário internar o paciente e tratá-lo como dependente, onde há um tempo para reabilitá-lo a viver em sociedade".

A oftalmologista Dra. Andrea Barbosa, diretora-médica da Clínica de Olhos São Francisco de Assis, ainda sinaliza os problemas acarretados na visão.

"A luz azul violeta, tipo de radiação emitida pelos celulares, tem um comprimento de onda que pode levar a reações oxidativas, ou seja, acumular radicais livres, o que acelera o processo degenerativo das estruturas do olho, principalmente cristalino (catarata) e retina (degeneração macular)", explica.

Segundo a médica, essa luz pode levar à cegueira, caso a possibilidade não seja detectada precocemente. "Desde a infância já começamos a acumular os radicais livres e esse processo acelera com o avançar da idade", afirma.

Entre os cuidados básicos que as pessoas devem ter com os olhos, Andrea dá as seguintes dicas:

- Existem óculos com filtro azul ("blue coat") que são específicos para quem trabalha com monitores. Devemos restringir o uso dos smartphones, tablets, monitores, usando o bom senso. Trabalhos mostram que deve totalizar cinco horas por dia;

- Não aproximar muito a tela dos olhos, procurando manter a distância de 50 a 70 cm para não cansar a musculatura extraocular. Piscar mais vezes para manter a lubrificação eficiente dos olhos;

- Regular as funções, reduzindo o brilho e aumentando o contraste das telas. Não ficar muito tempo em sites muito poluídos, com muitas cores fortes e vibrantes, principalmente tons laranja, vermelho e violeta;

- Fazer exames oftalmológicos regulares e conversar com seu oftalmologista sobre os filtros de luz também é muito importante.

Já para nos precavermos de um possível vício em internet e celular, a psicóloga Priscila diz que o segredo é o bom senso. "Fazer parte das redes sociais hoje em dia é natural, mas devemos ter regras e limites saudáveis para o uso", ensina.

Se você conhece alguém que não desgruda do smartphone, oriente sobre o excesso e seus perigos. "Aponte a essa pessoa a necessidade de vivenciar experiências, ter amigos, sair, ir ao cinema, etc. Se perceber que há uma resistência ou mesmo uma dificuldade em se adequar, deve orientar a procurar um psicólogo para fazer uma avaliação e se necessário um tratamento", completa Dra. Priscila.

Alessandra Vespa (MBPress)


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