Vitaminas do complexo B ajudam no tratamento do transtorno bipolar

Uma dieta rica nesses nutrientes mantêm a saúde mental e emocional

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Estudos indicam que indivíduos que sofrem de transtorno bipolar apresentam deficiências nutricionais como anemia e de vitaminas do complexo B. Para evitar a anemia é importante o consumo de alimentos de origem animal, que são as melhores fontes de ferro.

O consumo semanal de um bife de fígado de 100 gramas, por exemplo, é suficiente para evitar o problema. Caso o sabor não agrade, pode-se adicionar fígado de galinha no feijão, outro alimento riquíssimo em ferro. A combinação suaviza o sabor da carne e o gosto desaparece.

Já as vitaminas do complexo B estão presentes em todos os alimentos e são as maiores responsáveis pela manutenção da saúde emocional e mental do ser humano. As vitaminas B são necessárias para que o corpo possa transformar os carboidratos, as gorduras e as proteínas em energia e utilizá-los com a finalidade de formar e reparar os tecidos corporais. Além disso, retardam o envelhecimento e ajudam no funcionamento das células do nosso corpo.

A carência dessas vitaminas pode provocar efeitos como debilidade muscular, paralisia, confusão mental, transtornos do sistema nervoso, problemas digestivos, anemia aguda e insuficiência cardíaca. Por isso uma dieta equilibrada contendo todos os grupos de alimentos fornece a quantidade adequada ao organismo.

A lista de alimentos que contêm a vitamina B é extensa: produtos de soja, gérmen de trigo, cereais integrais, aveia, arroz e pão integral, amendoim e pasta de amendoim, nozes, castanha-do-pará, amêndoas, sementes de girassol e de gergelim, feijão, broto de feijão, ervilha, lentilha, abacate, verduras folhosas em geral, alho poró, batata, abóbora, cenoura, nabo, cogumelos, tomates, iogurte, leite em pó desnatado, leite de soja enriquecido com vitaminas, ovos, queijo, ricota, melão, uva, ameixa e tâmara.

No caso do paciente com transtorno bipolar, o tratamento é fundamental para se manter a qualidade de vida do indivíduo impedindo que ele se isole do mundo em que vive. Essa doença se não tratada pode prejudicar a relação do paciente com as pessoas de seu convívio e em casos mais graves impedir que o mesmo realize suas atividades diárias básicas tais como trabalhar e estudar.

A doença é uma condição psiquiátrica considerada relativamente frequente atingindo em média 1 a 2% da população mundial. A causa é desconhecida, mas ela tem forte associação com fatores genéticos. Os primeiros sinais geralmente são desencadeados por situações como traumas, incidentes ou acontecimentos fortes que podem gerar estresse emocional como mudança, troca de emprego, fim de casamento, morte de pessoa querida. Os sintomas iniciais surgem gradualmente ou de forma repentina e variam entre mudanças bruscas de humor e momentos depressivos.

Natália Farah


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